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Ibovespa avança com dados otimistas dos EUA mas não evita queda semanal de 0,24%

Por Pablo Vinicius Souza
03 maio 2019 - 18:46

O pregão de hoje foi de baixa liquidez e pouca oscilação. Sem novidades no cenário doméstico, o Ibovespa foi impulsionado pelo exterior, sobretudo, com a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos mostrando números acima do esperado.

Em abril, foram criados 263 mil novos postos de trabalho na economia americana, conforme dados divulgados pelo Departamento do Trabalho. As projeções do mercado indicavam um acréscimo de 190 mil vagas, por isso, o resultado surpreendeu positivamente os analistas.

Depois de passar por momentos de baixa devido às incertezas quanto às políticas monetárias do Federal Reserve, os investidores ficaram aliviados com o fortalecimento do mercado de trabalho americano e com a confirmação do crescimento firme das atividades.

Para os emergentes, a notícia foi ótima uma vez que a demanda por bens e serviços continua aquecida na maior economia do mundo e demonstra potencial de expansão, mesmo com o aumento mais fraco da remuneração por hora trabalhada, que foi de 0,2% ante a expectativa de 0,3%.

Como resultado, a Bolsa brasileira avançou 0,50%, aos 96.007 pontos, registrando um volume financeiro de R$12,780 bilhões. Contudo, na semana, o Ibovespa apurou queda de 0,24%.

Dólar recua a R$3,94 mas fecha a semana em alta

O mercado de câmbio sentiu certo alívio na sessão de hoje, depois da disparada do dólar na véspera. A divisa americana depreciou 0,53% contra o real e fechou na cotação de R$3,94, devolvendo parte dos ganhos. Ainda assim, o dólar apurou valorização semanal de 0,20% sobre a moeda brasileira.

Os indicadores mistos dos EUA influenciaram o desempenho de sua moeda no exterior, que perdeu terreno contra as principais divisas emergentes, com destaque para o rand-sul africano (-1,23%) e o peso argentino (-0,64%). O real ficou entre os dez melhores desempenhos do dia.

Os contratos de juros futuros encerraram com redução nas taxas em todos os períodos, reagindo à divulgação dos dados fracos de produção industrial. Os investidores ficaram atentos ao ritmo de desenvolvimento das atividades econômicas, antecipando as projeções para o Copom na semana que vem.

O DI com vencimento para dezembro/2019 recuou para 6,47% (6,51% no ajuste anterior), o DI para março/2022 caiu para 7,81% (7,92% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2026 desabou para 8,98% (9,06% no ajuste anterior).

Cotação das Commodities

Petróleo – Os contratos futuros de petróleo encerram em leve alta, contornando a pressão negativa advinda das incertezas sobre a real capacidade da Arábia Saudita e os demais produtores da commodity em abastecer o mercado, compensando a ausência das produções iraniana e venezuelana.

Com isso, os preços oscilaram a maior parte do dia. O petróleo WTI para entrega em junho aumentou 0,21%, com cotação a US$61,94 o barril, vendido em Nova Iorque e o petróleo Brent para entrega em julho subiu 0,14%, com cotação a US$70,85 o barril, comercializado em Londres.

Destaques corporativos no mercado brasileiro

Porto Seguro – A companhia de seguros Porto Seguro divulgou um lucro líquido de R$297,7 milhões, demonstrando um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Porém, o resultado operacional de seguros, a sua atividade-fim, recuou 30,1% na base anual, fechando em R$172,9 milhões.

BR Distribuidora – Segundo notícia do Estadão, a subsidiária da Petrobras, BR Distribuidora, recebeu cinco propostas de investidores e redes varejistas interessados em fazer parcerias nas lojas de conveniência dos postos de abastecimento.

Dentre os interessados no negócio estariam Lojas Americanas, IMC, Sapore, OXXO e o Family office Sforza. O modelo de parceria para operar as 1,4 mil lojas de conveniência ainda está em discussão, mas o objetivo é ampliar o atendimento visto que a BR possui cerca de 8 mil postos.

IRB – O Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) divulgou os resultados corporativos apurando um lucro líquido de R$350,4 milhões no primeiro trimestre de 2019, evidenciando um crescimento de 38% sobre o mesmo período do ano passado.

No total, o volume de prêmios de resseguros ficou em R$1,764 bilhão, representando um avanço de 26,2% e as projeções para os guidances de 2019 oscilam no intervalo de alta entre 17% e 24%.

Movimentações na B3

As blue chips (ações de maior liquidez) da Bovespa encerraram majoritariamente em alta e alguns setores se sobressaíram acompanhando o cenário internacional. Com destaque para as máximas do dia:

  • CSN (CSNA3) +8,24%
  • Via Varejo (VVAR3) +9,66%
  • JBS (JBSS3) +4,92%
  • Gol (GLL4) +5,10%
  • Vale (VALE3) +3,19%
COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo02/0503/05Ativo02/0503/05
Petrobras (PETR3)-1,23%+0,10%Vale (VALE3)-2,44%+3,19%
Petrobras (PETR4)-1,44%+0,22%Embraer (EMBR3)+0,31%-1,07%
Eletrobras (ELET3)-1,28%-0,06%Banco do Brasil (BBAS3)-0,04%+0,58%
Eletrobras (ELET6)-1,62%+0,18%Cemig (CMIG4)-0,14%-1,83%

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SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Ativo02/0503/05Ativo02/0503/05
Itaú Unibanco (ITUB3)+0,43%-0,58%Usiminas (USIM3)-1,33%+1,73%
Santander (SANB11)+0,62%-0,77%CSN (CSNA3)-4,47%+8,24%
Bradesco (BBDC3)+0,16%+1,43%Gerdau (GGBR4)-1,06%+1,93%


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