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Ibovespa avança aos 118 mil acompanhando o otimismo internacional

Por Pablo Vinicius Souza
17 janeiro 2020 - 19:43
saldo positivo do Ibovespa

O Ibovespa avançou nesta sexta-feira (17), voltando ao nível dos 118 mil, apoiado pela divulgação de indicadores positivos sobre a economia chinesa.

Em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) do gigante asiático subiu 6,1%, registrando um desempenho dentro do intervalo previsto pelos economistas.

Já a produção industrial chinesa saltou de 6,2% para 6,9% em dezembro, e as vendas no varejo dispararam 8% no período, superando as expectativas de alta em 7,8%.

Os investimentos em ativos fixos no país anotaram ganhos de 5,4% ao ano, também acima da mediana prevista, sinalizando tração em diversos setores, sobretudo, os ligados à produção.

O fato impulsionou os mercados internacionais, renovando o apetite a ativos de risco, já que, o crescimento da segunda maior economia do mundo indica um grande potencial de estabilização da economia global no curto prazo.

Outro fator que acelerou o movimento de valorização do índice geral foi a divulgação dos dados de produção industrial nos Estados Unidos.

Em dezembro, o indicador recuou 0,3%, contrariando as perspectivas de baixa em apenas 0,2%, segundo a pesquisa feita pela Bloomberg.

A utilização da capacidade instalada também caiu no referido mês, passando de 77,4% para 77%, o que levanta alguns questionamentos sobre a dimensão dos impactos da guerra comercial.

Mesmo assim, o sentimento de otimismo prevaleceu nas negociações, tendo em vista os benefícios que o acordo poderá trazer aos EUA em termos de aumento nas exportações.

Por aqui, os investidores repercutiram as falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante uma palestra sobre política monetária, na Universidade de Miami.

Na visão do executivo, o atual ciclo econômico vivido pelo Brasil exige que a instituição “mantenha cautela” na condução das diretrizes que regem a taxa básica de juros.

Ele ressaltou que embora as “condições econômicas prescrevam uma política monetária estimulativa”, será necessário observar a evolução das atividades, o balanço de riscos e as projeções de inflação.

O mercado avaliou as declarações de Campos Neto como um forte indício de que haverá um novo corte de 0,25% na taxa Selic, na próxima reunião que acontecerá em fevereiro.

Na B3, as companhias Bradespar (BRAP4), Totvs (TOTS3), Vale (VALE3), Gol (GOLL4) e JBS (JBSS3) apuraram os maiores ganhos da sessão.

Como resultado, a Bolsa brasileira saltou 1,52% aos 118.478 pontos, com um volume financeiro de R$14,963 bilhões. Na semana, o Ibovespa subiu 2,6%.

Dólar cai a R$4,16, mas avança 1,78% na semana

O dólar comercial caiu 0,67% nesta sexta-feira (17), fechando na cotação de R$4,1640 na venda, próximo às mínimas registradas no dia.

O movimento de realização de lucros pressionou a divisa americana a realizar um ajuste contra as principais moedas emergentes e atreladas às commodities.

Mesmo com a valorização de hoje, o real ainda é a moeda com maior depreciação (-3,73%) frente ao dólar em 2020, vindo em segundo lugar o rand sul-africano (-2,96%).

Apesar da baixa liquidez, a moeda dos EUA teve um avanço semanal de 1,78% no câmbio interno, refletindo a frustração com os dados econômicos recentemente divulgados.

Enquanto a atividade local não ganhar tração para um crescimento contínuo e sustentável, o fluxo de capital estrangeiro não retornará ao país.

Ainda que o cenário externo esteja mais favorável a ativos de risco, o real precisará de uma conjuntura interna favorável a investimentos para reverter a trajetória de queda.

Juros Futuros

Os contratos de juros futuros encerraram majoritariamente em queda, devolvendo parte do prêmio de risco adicionado nas últimas sessões.

Frente às perspectivas de inflação mais benigna e retomada lenta do crescimento econômico, os investidores de renda fixa mantivera as apostas em um novo corte na taxa Selic e isso pressionou um ajuste nos DIs.

O DI novembro/2020 declinou para 4,31% (4,33% no ajuste anterior), o DI abril/2023 caiu para 5,88% (5,93% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 recuou para 6,54% (6,64% no ajuste anterior).

Petróleo fecha em alta de olho nos dados econômicos da China

Os contratos futuros de petróleo encerraram em leve alta nesta sexta-feira (17), refletindo o otimismo com os indicadores positivos da economia chinesa.

O petróleo vendido em Nova Iorque no West Texas Intermediate (WTI), com entrega para março, aumentou 0,09%, sendo negociado a US$58,58 o barril.

Enquanto o petróleo Brent comercializado na ICE de Londres, para entrega no mesmo mês, subiu 0,36%, fechando na cotação de US$64,85 o barril.

Fazendo uma sessão de intensa volatilidade, os preços da commodity se acomodaram em território positivo após a China divulgar resultados econômicos acima do esperado.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país subiu 6,1% em 2019, crescendo na comparação anual, mas mantendo certa estabilidade na avaliação mensal.

Já os números de produção industrial e das vendas no varejo superaram as expectativas dos economistas, mostrando aceleração nas atividades internas do gigante asiático.

Na posição de segunda maior economia do mundo e maior importador líquido de óleo bruto, apresentar um bom desempenho significa beneficiar todos os seus pares comerciais.

Os investidores analisaram os dados prevendo um possível aumento na demanda de petróleo no curto prazo e isso fortaleceu as cotações ao longo do dia.

Contudo, a divulgação do aumento no número de poços e plataformas petrolíferas em atividade nos EUA limitou o avanço dos contratos, pois sugere elevação da oferta global.

Além disso, o instituto IHS Markit publicou um relatório, no qual, aponta que o mercado já possui níveis de produção que excedem a demanda pela commodity.

Noticiário Corporativo: BB abre licitação para contratar projetos de energia solar no Nordeste

O Banco do Brasil divulgou a abertura de uma licitação para contratar projetos de geração de energia solar fotovoltaica, na região do Nordeste.

O contrato será estabelecido na forma de locação de usinas no modelo de geração distribuída, para atendimento às agências localizadas nos estados Bahia e Ceará.

A seleção das propostas será feita via modalidade pregão, que está agendado para acontecer no próximo dia 03 de fevereiro.

O objetivo do banco é fornecer energia limpa para 122 agências baianas e 33 cearences, proporcionando uma economia total de R$56 milhões no decorrer dos próximos 15 anos.

Segundo as regras do edital, a geração mínima de energia contratada é de 8 gigawatts/hora (GWh) por ano para as usinas da Bahia e 2 GWh para o Ceará.

Após o procedimento licitatório, o BB terá contratado sete unidades de geração distribuída de energia solar, sendo que, a primeira, localizada em Minas Gerais, entrará em operação efetivamente no próximo mês.

As cinco unidades já contratadas pelo banco vão fornecer, em conjunto, 32GWh/ ano, o que representa um volume de energia suficiente para abastecer 13,3 mil residências.


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