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Ibovespa avança aos 116 mil seguindo recuperação dos mercados chineses

Por Pablo Vinicius Souza
04 fevereiro 2020 - 13:37
saldo positivo do Ibovespa

O Ibovespa operava em alta nesta terça-feira (04), dando sequência ao movimento de recuperação dos mercados internacionais, sobretudo, os chineses.

Depois de perder mais de 7% na volta do feriado do Ano Novo Lunar, as Bolsas da China encerraram próximas da estabilidade, demonstrando um arrefecimento nas preocupações como surto de coronavírus.

Além disso, Pequim determinou uma nova injeção de US$180 bilhões em recursos, para prover liquidez ao sistema financeiro local através de operações de recompra reversa.

Outra medida adotada foi o corte nas taxas de juros de curto prazo, o que poderá estimular o aquecimento da economia.

Os investidores estão reconhecendo os esforços do governo chinês para lidar com a epidemia, embora a rápida disseminação da doença esteja alcançando níveis alarmantes.

Conforme os dados divulgados, o vírus já infectou mais de 20 mil pessoas e levou à óbito outras 400, com Filipinas e Hong Kong anunciando as primeiras mortes fora do gigante asiático.

Por aqui, o mercado repercutia a divulgação dos dados de produção industrial de 2019, mensurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, a indústria brasileira registrou uma queda de 1,1%, fazendo o pior ano desde 2016, quando o índice caiu 6,4%.

Em dezembro, o recuo foi de 1,2% na comparação anual, superando as previsões dos especialistas, que esperavam queda de apenas 0,8%.

Um dia antes do anúncio de política monetária do Banco Central (Copom), o indicador corrobora com a visão de que a retomada do crescimento econômico será lenta e gradual, favorecendo um novo corte na taxa Selic.

Na agenda econômica, o governo entregou ao Congresso um pacote com oito medidas, dentre elas, as reformas tributária e administrativa.

Na B3, as companhias MRV (MRVE3), CSN (CSNA3), Gol (GOLL4), Yduqs (YDUQ3) e Braskem (BRKM5) lideravam os ganhos da sessão.

Ás 12h30 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira subia 1,35%, aos 116.177 pontos, anotando um volume financeiro de R$5,073 bilhões.

Dólar recua a R$4,24 com “alívio” no exterior

O dólar comercial operava em leve queda nesta terça-feira (04), refletindo o sentimento de alívio no exterior, após o anúncio de mais medidas de estímulo adotadas pelo governo chinês.

O Banco do Povo da China informou que haverá uma redução nas taxas de juros de curto prazo e a aplicação de US$180 bilhões em recursos.

As ações visam adicionar liquidez ao mercado e incentivar a atividade econômica, que tem sido fortemente prejudicada pelo avanço do coronavírus.

Ao todo, já são mais de 20 mil pessoas infectadas e outras 400 morreram vitimadas pela doença, com Filipinas e Hong Kong anunciando as primeiras mortes fora da China continental.

Mesmo assim, os investidores estão confiantes na capacidade de Pequim lidar com a situação, e por isso, a divisa americana depreciava contra as principais moedas emergentes e ligadas às commodities.

O real fazia uma nova sessão de ajustes técnicos, devolvendo parte das perdas expressivas acumuladas desde o início do ano.

Ás 12h30 (horário de Brasília), o dólar comercial depreciava 0,24% contra o real, sendo cotado a R$4,2400 na venda.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentavam redução nas taxas em todos os períodos, precificando as expectativas pela reunião do Comitê de Política Monetária.

O DI outubro/2020 caía 0,59% sendo negociado a 4,19% (4,21% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2028 declinava 0,82%, sendo vendido a 6,62% (6,67% no ajuste anterior).

Noticiário corporativo: Ações da Gol disparam após anúncio de parceria com American Airlines

Em comunicado, a Gol (GOLL4) informou o fechamento de uma parceria para compartilhamento de voos com a American Airlines.

Pelo acordo, a companhia americana poderá oferecer rotas a 20 novos destinos da América do Sul, e, em troca, a aérea brasileira poderá expandir a sua atuação em novas rotas nos Estados Unidos.

Além disso, a American Airlines deverá ampliar sua oferta em Miami, adicionando, inclusive, um voo diário em direção ao Rio de Janeiro.

O vice-presidente da Gol, Eduardo Bernardes, afirmou que a parceria deverá abranger outras cidades nos EUA em breve, mediante aprovação das autoridades reguladoras dos dois países.

“Quando aprovado pelas autoridades no Brasil e nos EUA, o novo codeshare da Gol permitirá que seus clientes se conectem convenientemente a mais de 30 destinos nos EUA” – disse Bernardes.

Os voos vão operar a partir de hubs da aérea brasileira em São Paulo (GRU), Rio de Janeiro (GIG), Brasília (BSB) e Fortaleza (FOR), sendo adicionados aos atuais voos regulares para Miami e Orlando.

“Isso fortalecerá a presença da Gol nos mercados internacionais e vai acelerar o nosso crescimento no longo prazo” – destacou o presidente-executivo da Gol, Paulo Kakinoff.

O acordo trará uma série de benefícios para os clientes, como facilidade para comprar trechos conectados por ambas companhias, reserva única, check-in, embarque e verificação integrados por toda a viagem, participação no programa de milhagem.

Ainda no noticiário da Gol, os dirigentes convocaram uma assembleia extraordinária com a Smiles para discutir a reorganização societária, no processo de incorporação.

As 12:30 (horário de Brasília), as ações ordinárias da Gol (GOLL4) avançavam 3,99%, na cotação de R$35,72.


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