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Ibovespa avança aos 113 mil com aprovação da LOA 2020 e noticiário corporativo

Por Bruna Santos
18 dezembro 2019 - 13:32

Depois de abrir em queda, o Ibovespa virou para alta nesta quarta-feira (18), refletindo a aprovação do orçamento de 2020 e as notícias do mundo corporativo.

Na noite de ontem, em uma sessão conjunta da Câmara e do Senado, os parlamentares votaram e aprovaram a Lei Orçamentária Anual, que entrará em vigência a partir do dia 01 de janeiro.

No referido dispositivo, o governo federal prevê a arrecadação de receitas no montante de R$3,68 trilhões e fixou as despesas líquidas em R$2,7 trilhões, excluindo os juros de R$917 bilhões que correspondem ao refinanciamento da dívida pública.

Além disso, consta a previsão do crescimento de 2,32% do Produto Interno Bruto (PIB) e de 3,53% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para o ano que vem, a meta para a taxa Selic será 4,40% ao ano e a estimativa de déficit fiscal será de R$124,1 bilhões, ligeiramente menor na comparação anual.

Na ausência de catalisadores específicos e com o cenário externo positivo, o mercado reagia ao noticiário corporativo, contabilizando altas e baixas para determinadas companhias.

Dentre os maiores ganhos, destacava-se a Hypera (HYPE3), que liderava o ranking positivo após o anúncio da compra por R$1,3 bilhão das marcas Buscopan e Buscofem.

O negócio foi aprovado por unanimidade durante uma reunião do conselho de administração da empresa farmacêutica, realizada ontem.

Já no rol das maiores baixas, as ações da Eletrobras (ELET3/ ELET6) apresentavam perdas expressivas, com os investidores reagindo ao desânimo dos investidores em relação ao processo de privatização.

Apesar de a equipe econômica garantir que dará prioridade às articulações para aprovação do projeto de lei que autoriza a venda da elétrica, há um sentimento de receio sobre a conclusão da proposta.

Ás 12h15 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira subia 0,47%, aos 113.158 pontos, anotando um volume financeiro de R$7,629 bilhões.

Dólar cai a R$4,05 com exterior positivo e indicadores locais

O dólar comercial operava em queda nesta quarta-feira (18), acompanhando os movimentos positivos do exterior e os indicadores locais mais favoráveis.

Mais cedo foi divulgado o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) referente à segunda prévia deste mês, mostrando um avanço de 2,06%, superando as previsões dos analistas.

Além disso, o Congresso aprovou o orçamento de 2020, contendo projeções de aumento nos níveis de inflação (+3,53%) e no Produto Interno Bruto (+2,32%).

Os dados se alinham às perspectivas emanadas pela ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem.

Os investidores ficaram muito animados, tendo em vista o cenário de aceleração da atividade econômica do país, apesar das possíveis pressões inflacionárias.

E como é tradicional no final do ano, o fluxo de moeda é negativo nesta sessão e, por isso, o Banco Central realizou um leilão de linha com compromisso de recompra, ofertando até US$1,25 bilhão em recursos à vista.

Ás 12h15 (horário de Brasília), o dólar comercial valorizava 0,20% contra o real, sendo cotado a R$4,0550 na venda.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros seguiam a dinâmica cambial, operando com redução nas taxas de ponta a ponta da curva a termo.

No radar, estava o tom mais duro da ata do Copom, no que tange aos aspectos macroeconômicos, e a expectativa pela divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que acontecerá amanhã.

O DI agosto/2020 declinava 1,13%, com negociação a 4,36% (4,41% no ajuste anterior) e o DI julho/2024 recuava 1,08%, sendo vendido a 6,41% (6,49% no ajuste anterior).


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