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Ibovespa avança aos 113 mil com acordo comercial e indicadores da China

Por Bruna Santos
16 dezembro 2019 - 13:43
Ibovespa futuro sobe nesta terça-feira

O Ibovespa operava em alta nesta segunda-feira (16), repercutindo o otimismo com a formalização do acordo sino-americano e os indicadores positivos da economia chinesa.

Com o exterior positivo, o índice geral chegou a renovar seu recorde intradiário ao alcançar 113.194 pontos, dando continuidade ao rali de valorização visto nos últimos dias.

Na semana passada, o anúncio oficial da conclusão da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China renovou o apetite ao risco, impulsionando o mercado de ações.

Os investidores ficaram esperançosos de que essa nova fase possa trazer um fim à disputa tarifária travada há mais de um ano e que apresentou consequências econômica para os dois países.

Além disso, os indicadores da economia chinesa mostraram um movimento de recuperação dos setores de varejo e produção industrial.

Em novembro, as vendas do gigante asiático registraram crescimento de 8% e a indústria avançou 6,2%, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto isso, por aqui, em semana de agenda esvaziada no Congresso, o mercado segue atento à divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária e à votação do projeto de Lei Orçamentária Anual 2020.

Também no radar, o seguro contra calote da dívida soberana dos países (CDS), referente ao Brasil, caiu abaixo dos 100 pontos, atingindo o menor nível desde 2012.

Já o Boletim Focus mensurado pelo Banco Central, novamente, veio com uma revisão nas previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), subindo para 1,12% em 2019 e caindo para 2,24% em 2020.

Sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as apostas do mercado subiram de 3,84% para 3,86% em 2019, mas permanecerão em 3,6% em 2020.

Ás 12h32 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira subia 0,41%, aos 113.025 pontos, anotando um volume financeiro de R$4,562 bilhões.

Dólar cai a R$4,07 com otimismo no exterior

O dólar comercial operava em queda nesta segunda-feira (16), acompanhando o otimismo do cenário externo e as expectativas pela ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

O anúncio do acordo comercial de primeira fase entre Estados Unidos e China fortaleceu as moedas emergentes contra a divisa americana, trazendo um alívio ao mercado em geral.

Contudo, os investidores ainda adotavam uma postura de cautela em relação ao encerramento do conflito tarifário, tendo em vista que ainda há muitos pontos a serem negociados pelos dois países durante a segunda fase.

Embora o clima seja majoritariamente positivo, as incertezas trazidas pela manutenção de determinadas tarifas americanas sobre os produtos chineses limitavam o declínio da moeda dos EUA no mercado internacional.

Outro fator que também catalisava as perspectivas era a divulgação da ata do Copom, que será realizada amanhã e deve trazer informações sobre os próximos passos da autoridade monetária.

Na manhã de hoje, o Banco Central realizou novo leilão de linha, no qual, foram ofertados US$1,65 bilhão em recursos à vista, complementando a rolagem do vencimento para o dia 03 de janeiro.

Ás 12h32 (horário de Brasília), o dólar comercial depreciava 0,80% contra o real, sendo cotado a R$4,0760 na venda.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam com elevação nas taxas de médio e longo prazo, em atenção à retomada do crescimento econômico no país.

Apesar de o ambiente externo colaborar para a contração das taxas da ponta inicial da curva a termo, o foco no ambiente doméstico concentrava as movimentações nas faixas intermediárias e longas.

O DI outubro/2020 caía 0,12%, com negociação a 4,32% (4,33% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2023 subia 0,52%, sendo vendido a 5,78% (5,72% no ajuste anterior).


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