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Ibovespa avança aos 105 mil com setor bancário e Petrobras

Por Pablo Vinicius Souza
26 setembro 2019 - 18:40
Ibovespa sobe: economia brasileira, PIB

O Ibovespa ganhou força nesta quinta-feira (26) e avançou aos 105 mil pontos, conseguindo escapar da intensa volatilidade com a ajuda dos bancos e da Petrobras.

Na sessão de hoje, as blue chips Itaú Unibanco (ITUB3), Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC3) registraram ganhos entre 1,4% e 2,5% e a Petrobras (PETR3/ PETR4) valorizou mais de 1%.

Outro ponto positivo foi o acordo entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e as lideranças do Congresso Rodrigo Maia (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado), para viabilizar a realização do leilão do pré-sal no mês de novembro.

A melhora no cenário externo também impulsionou o índice geral, sobretudo, com o alívio nas relações entre Estados Unidos e China, após a sinalização de Donald Trump à concretização de um acordo comercial no curto prazo.

Mais cedo, os ativos brasileiros chegaram a oscilar em queda com a notícia de que o governo americano não irá estender a trégua que permite às empresas do país comercializarem com a chinesa Huawei.

Já as Bolsas em Wall Street não conseguiram evitar o tombo causado pela abertura do processo de impeachment contra o presidente Donald Trump, no Congresso.

O Dow Jones caiu 0,30%, o S&P 500 cedeu 0,24% e o Nasdaq Composto recuou 0,58%.

Os investidores também repercutiram os dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, que anotou um crescimento de 2% no segundo trimestre, vindo em linha com as previsões dos especialistas.

Durante o dia, o presidente do Federal Reserve de Dallas, Robert Kaplan, disse que as incertezas no comércio exterior estão afetando os investimentos das empresas, demonstrando alerta à situação.

Em contrapartida, o vice-presidente do Fed, Richard Clarida, declarou que as perspectivas sobre a inflação estão consistentes com a estabilização dos preços e que o aumento dos salários não irá influenciar o panorama.

Como resultado, a Bolsa brasileira saltou 0,80% aos 105.319 pontos, anotando um volume financeiro de R$10,540 bilhões.

Dólar sobe a R$4,16 em atenção às turbulências no exterior

Reagindo ao mau humor dos mercados internacionais, o dólar comercial fechou com valorização de 0,17% contra o real, sendo cotado a R$4,1619 na venda, próximo às máximas do dia.

O câmbio brasileiro acompanhou o fortalecimento da divisa americana no exterior, pressionado pela piora do sentimento de risco gerado pelo processo de impeachment contra Donald Trump.

As moedas emergentes pares do real, que iniciaram as negociações em alta, terminaram em território negativo, derrubadas pelas incertezas do cenário político nos EUA e das relações comerciais com a China.

Com destaque para o peso mexicano, que caiu 0,47% na paridade com o dólar e o rand sul-africano, que perdeu 0,31%.

Embora alguns analistas afirmem que o impeachment de Trump venha a beneficiar determinadas economias em desenvolvimento, a volatilidade nos negócios poderá acentuar o ritmo de contração na atividade global, por isso, o sentimento de cautela visto hoje.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram em queda, ancorando as expectativas de um cenário de afrouxamento monetário no longo prazo, demonstrado pelo Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central

O DI maio/2020 caiu para 4,83% (4,89% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 recuou para 6,45% (6,49% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 declinou a 7,02% (7,06% no ajuste anterior).

Futuros de petróleo fecham com desempenho misto reagindo à atuação dos EUA na Arábia Saudita

Os contratos futuros de petróleo encerraram apresentando um desempenho misto nesta quinta-feira (26), reagindo ao anúncio de que os Estados Unidos enviarão tropas e equipamentos para ajudar a Arábia Saudita.

Depois do ataque sofrido pela maior companhia de petróleo do mundo, a estatal Saudi Aramco, o governo americano decidiu intervir, reforçando a segurança das estruturas de exploração da commodity no país.

Segundo a reportagem divulgada pela Bloomberg, Washington estaria preparando o envio de quatro sistemas de radar, uma bateria de mísseis de defesa Patriot e cerca de duzentos soldados para atuar na defesa das unidades de produção.

O fato gerou insegurança no mercado, tendo em vista o agravamento das tensões no Oriente Médio, porém, o efeito foi imediato sobre as cotações, que desaceleraram com após a notícia.

Desde a abertura, os preços já operavam pressionados pelo aumento dos estoques nos EUA e o fato se acentuou depois que a Administração de Informação de Energia (EIA) mostrou que a produção de óleo bruto americana chegou ao recorde de 12,5 milhões de barris por dia.

Além disso, a petroleiro saudita está trabalhando em ritmo acelerado para colocar a estrutura comprometida em funcionamento e está obtendo êxito, de forma que quase todos os níveis de produção já estão restabelecidos.

Como resultado, o petróleo vendido no West Texas Intermediate (WTI) para novembro recuou 0,14%, fechando na cotação de US$56,41 o barril.

Já o petróleo Brent, comercializado na ICE de Londres, também para entrega em novembro, avançou 0,55%, sendo negociado a US$62,74 o barril.

Noticiário Corporativo: Metalúrgica Gerdau pode valorizar até 64% segundo relatório do Credit Suisse

Segundo relatório divulgado pela Credit Suisse, as ações da Metalúrgica Gerdau (GOAU4) apresentam um potencial de valorização de até 64% e são uma alternativa mais barata de investimento no setor siderúrgico.

Isso porque a companhia é uma holding que detém uma fatia relevante na Gerdau (GGBR4), sendo 37% do total de ações e 97% das classificadas como ordinárias, mantendo assim, o controle majoritário da empresa.

O Credit Suisse recomendou os papéis da Metalúrgica como “outperform”, no preço-alvo de R$10,30, classificando-os como top pick do setor de referência.

Os analistas da instituição avaliaram que a holding está negociando as ações com um desconto de 19,1%, ligeiramente acima da média histórica de 18% e do valor justo acertado em 15%.

Eles também destacaram que a visão mais otimista sobre a companhia se deve aos resultados mais fortes da Gerdau, tanto no Brasil quanto no exterior e à sua estrutura com maior desalavancagem, possibilitando a expansão dos retornos de caixa.

Além disso, há um upside potencial com a retirada do PIS/Cofins sobre o pagamento de juros incidentes ao capital próprio e o preço das ações da Metalúrgica no mercado está com um desconto superior em relação às ações de sua controlada.

Movimentações na B3  

 As ações da Bovespa encerraram majoritariamente em alta, acompanhando o alívio aqui e no exterior. A seguir, as máximas do mercado à vista:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo16/0819/08Ativo16/0819/08
Petrobras (PETR3)-0,45%+1,36%Vale (VALE3)-0,46%-0,09%
Petrobras (PETR4)-1,32%+0,50%Embraer (EMBR3)-0,28%-0,28%
Eletrobras (ELET3)+2,60%-1,81%Banco do Brasil (BBAS3)-0,26%-1,97%
Eletrobras (ELET6)+2,34%-0,71%Cemig (CMIG4)+3,05%+1,44%

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SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Ativo15/0816/08Ativo15/0816/08
Itaú Unibanco (ITUB3)-0,69%+0,40%Usiminas (USIM3)+0,11%+0,53%
Santander (SANB11)-0,31%+0,47%CSN (CSNA3)-2,79%+1,94%
Bradesco (BBDC3)-0,84%+0,24%Gerdau (GGBR4)-4,25%+3,42%

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