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Ibovespa avança aos 101 mil com exterior positivo e otimismo no cenário doméstico

Por Pablo Vinicius Souza
30 agosto 2019 - 18:40
saldo positivo do Ibovespa

O Ibovespa avançou no pregão desta sexta-feira (30), refletindo o alívio dos mercados internacionais, que passaram por uma semana de sucessivas turbulências.

O clima de otimismo veio com o alívio temporário na guerra comercial entre Estados Unidos e China e com os indicadores econômicos no Brasil, que surpreenderam os analistas.

O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre cresceu 0,4%, o dobro que era previsto, e os dados de desemprego apresentaram recuo de 0,7% em relação aos três primeiros meses do ano.

Embora a semana tenha começado turbulenta, com o acirramento da disputa sino-americana e a explosão de queimadas na Amazônia, o mercado local experimentou uma certa acomodação que permitiu o avanço do índice geral.

O fato renovou o apetite ao risco dos investidores, demonstrando que, apesar das incertezas, os ativos brasileiros continuam apresentando firme tendência de alta.

No acumulado do mês de agosto, 33 dentre as 66 ações do Ibovespa alcançaram valorização, com destaque para Qualicorp ON (+28,67%), Marfrig ON (+25,94%) e B2W ON (+25,33%).

Só para lembrar, a partir da próxima segunda-feira, começa a vigorar a nova carteira teórica da B3, com aumento do número de ações devido à entrada da Notre Dame Intermédica e das units do BTG Pactual.

Como resultado, a bolsa brasileira subiu 0,61%, aos 101.134 pontos, registrando um volume financeiro de R$21,703 bilhões. No mês, o índice geral teve baixa de 0,67%.

Dólar cai a R$4,13 mas fecha agosto com valorização de 8,46%

O dólar comercial encerrou o último pregão da semana e do mês de agosto caindo 0,79% na paridade contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,1390 na venda.

No mês, o real registrou a maior desvalorização cambial em um ano, pressionado pela junção de fatores internos e externos, como as queimadas na Amazônia, a crise na Argentina e um cenário de juros mais baixos.

A divisa americana também subiu contra o peso argentino, mas perdeu terreno para as demais divisas globais, devido à melhora no ambiente externo favorecida pelo alívio na guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Na mesma linha, os contratos de juros futuros fecharam com redução nas taxas em todos os períodos, mas anotaram a primeira alta mensal desde fevereiro.

Em função das turbulências das últimas semanas, os investidores de renda fixa adicionaram prêmio de risco no mercado de juros e não houve uma reversão significativa para conter o aumento nos DIs.

O DI dezembro/2019 recuou para 5,45% (5,52% no ajuste anterior), o DI julho/2023 caiu para 6,76% (6,89% no ajuste anterior) e o DI julho/2026 declinou para 7,26% (7,44% no ajuste anterior).

Petróleo fecha em queda com revés da Rússia sobre produção

Os contratos futuros de petróleo recuaram no pregão desta sexta-feira (30), reagindo à notícia de que o governo russo decidiu não reduzir sua produção nos níveis propostos pela Opep (países exportadores).

Segundo o Ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, o país cumprirá apenas 44% de sua cota nos cortes acordados entre o cartel e os demais países aliados.

Além disso, houve um aumento da produção russa no mês de agosto, alcançando a marca de 11,3 milhões de barris por dia, o que ampliou significativamente a oferta global.

O fato pressionou a queda das cotações, que vinham em uma trajetória crescente com o alívio temporário das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Contudo, o cenário ainda é positivo conforme explicou o analista da Commerzbank, Eugen Weinberg, porque a interrupção na produção em outras partes do mundo, como na Venezuela, interfere diretamente no mercado equilibrando os níveis de oferta/demanda.

Como resultado, o petróleo WTI para entrega em outubro desabou 2,84%, na cotação de US$55,10 o barril e o petróleo Brent para o mesmo período recuou 1,06%, sendo negociado a US$60,43 o barril.

No acumulado da semana, o WTI dos EUA subiu 1,71% e o Brent, de referência global, avançou 1,83%.

Noticiário Corporativo

Hermes Pardini (PARD3)O Hermes Pardini concluiu a compra de 100% das ações de emissão da companhia Solução Laboratório de Análises Clínicas, cuja sede fica em Itajaí (SC).

O Solução atua desde 2010 prestando serviços na modalidade Lab-to-Lab aos clientes brasileiros, sobretudo, os residentes da região sul.

Segundo a administração do Hermes, a aquisição da empresa trará mais eficiência na alocação de recursos, além de aprimorar a qualidade dos serviços e o tempo de entrega dos resultados.

Marcopolo (POMO4) – A Marcopolo anunciou ao mercado que realizará o pagamento de juros sobre o capital próprio, no valor de R$0,03 por ação, referente ao exercício de 2019.

Os juros serão depositados na conta de cada acionista no dia 07 de janeiro de 2020, com base na estrutura acionária registrada dia 23 de setembro.

A companhia também procederá a recompra de até 10 milhões de ações, o que equivale a 1,73% do total de ações preferenciais distribuídas ao mercado.

Movimentações na B3  

 As ações de maior liquidez da Bovespa fizeram um pregão de ganhos, acompanhando o otimismo no cenário interno. A seguir, as máximas do mercado à vista:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 16/08 19/08 Ativo 16/08 19/08
Petrobras (PETR3) -0,45% +1,36% Vale (VALE3) -0,46% -0,09%
Petrobras (PETR4) -1,32% +0,50% Embraer (EMBR3) -0,28% -0,28%
Eletrobras (ELET3) +2,60% -1,81% Banco do Brasil (BBAS3) -0,26% -1,97%
Eletrobras (ELET6) +2,34% -0,71% Cemig (CMIG4) +3,05% +1,44%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 15/08 16/08 Ativo 15/08 16/08
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,69% +0,40% Usiminas (USIM3) +0,11% +0,53%
Santander (SANB11) -0,31% +0,47% CSN (CSNA3) -2,79% +1,94%
Bradesco (BBDC3) -0,84% +0,24% Gerdau (GGBR4) -4,25% +3,42%


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