Ações

Ibovespa avança 2,75% com EUA-China e impactos do vírus

Por Fast Trade
08 maio 2020 - 18:38 | Atualizado em 09 maio 2020 - 11:33
Mercado de capitais é a grande oportunidade do Brasil

O Ibovespa encerrou em alta nesta sexta-feira (08), impulsionado pelo retorno do diálogo entre Estados Unidos e China e pelos impactos do vírus Covid-19.

Com este resultado, o índice geral conseguiu apagar as perdas registradas na semana, que foi marcada por fortes turbulências internas e externas.

Na manhã de hoje, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, conversou por telefone com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer e com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Nesse sentido, ficou definido que os dois países vão cooperar para o desenvolvimento das áreas de saúde e comércio e vão cumprir o acordo comercial.

Outro ponto de destaque foi o relatório de empregos dos EUA, que evidenciou a queda de 20,5 milhões de postos de trabalho em abril.

Apesar de o número ser expressivo, o resultado veio abaixo das estimativas dos economistas, que previam a redução de 22 milhões de vagas.

Nesse contexto, a taxa de desemprego no país saltou de 4,4% para 14,7%, demonstrando os impactos financeiros da expansão do coronavírus.

Contudo, a notícia da reaproximação EUA-China somada à percepção de que os países desenvolvidos já passaram pela pior fase da pandemia ofuscaram os dados negativos, prevalecendo o bom humor nos principais índices internacionais.

Por aqui, as atenções se voltaram à deflação de 0,31% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mensurado em abril.

Esse resultado superou a queda de 0,24% prevista pelos economistas consultados pelo Bloomberg, demonstrando os impactos do vírus no cenário macroeconômico interno.

Na B3, as companhias CVC (CVCB3), Bradespar (BRAP4), Embraer (EMBR3), Petrobras (PETR3) e CSN (CSNA3) lideraram os ganhos do dia.

Como resultado, a Bolsa brasileira saltou 2,75% na faixa de 80.263 pontos, com um volume financeiro de R$18,842 bilhões.

Cenário político e coronavírus

Em uma atitude inesperada, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com empresários e ministros para ir ao STF confrontar o presidente da Casa, Dias Toffoli.

Nesse sentido, o grupo foi apelar pela ajuda do Supremo para reabrir a economia e voltar com as atividades nas empresas.

Dessa forma, a argumentação utilizada para pressionar Toffoli a contribuir para o fim das quarentenas foi evitar a falência dos conglomerados que geram emprego.

Contudo, o líder do STF foi enfático ao dizer que não haverá concessão em matéria constitucional, sinalizando que a competência para determinar as ações que serão tomadas é do comitê de crise sanitária.

Lembrando que a curva de contaminação no país está na fase crescente, sendo que, foram diagnosticadas 137 mil pessoas e cerca de 9.265 morreram.

Á tudo isso, pode-se somar a agressiva subnotificação que está acontecendo devido à ausência de testes e à baixa adesão às regras de isolamento.

Ibovespa avança 2,75% com EUA-China e impactos do vírus

Acompanhe as últimas notícias do mercado financeiro:

Dólar volta a R$5,74 com EUA-China e coesão fiscal

Preços do petróleo fecham sessão em alta e acumulam ganhos fortes na semana

Lucro da Ambev (ABEV3) desaba 55,9% devido a um EBITDA menor e despesas financeiras maiores


Sobre o autor