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Ibovespa avança 0,6% com falas de Evans e virada do setor bancário

Por Pablo Vinicius Souza
07 agosto 2019 - 18:37
ações bancárias; grandes bancos

O pregão desta quarta-feira (07) foi admiravelmente volátil! Os negócios começaram em tom negativo, com o Ibovespa chegando a perder mais de 1%, refletindo o aumento da aversão ao risco no exterior.

Porém, na volta do dia, o presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, afirmou que a guerra comercial com a China poderia justificar mais cortes na taxa de juros do país.

Evans também acrescentou que os baixos níveis de inflação na economia norte-americana, por si só, já demandariam que a autoridade monetária adotasse uma política mais flexível.

A declaração veio como reação às provocações que o presidente Donald Trump disparou ao Fed, por meio de sua conta no Twitter, pela manhã.

Trump disse que o problema dos EUA não é a China mas o Federal Reserve, que é orgulhoso para admitir que errou quando aumentou a taxa de juros de forma precipitada.

O fato trouxe novo fôlego aos mercados em geral, além de fornecer impulso aos índices de Wall Street para desacelerarem as perdas. O Dow Jones caiu 0,08%, o S&P 500 subiu 0,07% e o Nasdaq Composto avançou 0,38%.

No cenário doméstico, o Ibovespa contou com uma ajuda extra das ações do setor bancário, que valorizaram no final da sessão.

O Morgan Stanley elevou para overweight a recomendação das ações do Itaú Unibanco (ITUB3/ ITUB4) e do Bradesco (BBDC3/ BBDC4), em expectativa a um forte crescimento nos lucros e nos empréstimos, além dos ganhos em eficiência que virão com a baixa dos juros e as reformas estruturas.

Como resultado, a Bolsa brasileira avançou 0,61%, aos 102.782 pontos, registrando um volume financeiro de R$19,19 bilhões.

Dólar oscila mas fecha em R$3,97 refletindo preocupações com a economia global

As preocupações sobre o ritmo de desaceleração da economia global voltaram a afetar as expectativas e pressionar os investidores a buscarem por proteção em ativos mais seguros.

Nesse ambiente, o dólar se fortaleceu contra o real, assim como os demais pares emergentes atrelados ao desempenho das commodities, como peso argentino (2,19%) e rand sul-africano (1,86%).

Esse sentimento de preocupação se acentuou em decorrência da notícia de corte na taxa de juros dos países Índia, Nova Zelândia e Tailândia, que apresentaram perspectivas negativas para o crescimento global.

Além disso, os indicadores de produção industrial na Alemanha vieram aquém do esperado, despertando a atenção do mercado ao enfraquecimento econômico na zona do euro.

Nem mesmo a aprovação da reforma da Previdência no cenário interno foi capaz de conter o avanço de 0,53% da divisa americana, que fechou na cotação de R$3,9750 na venda.

Enquanto isso, na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram em queda, com as apostas no corte da Selic em 0,50% ganhando força adicional, diante do movimento de flexibilização monetária no mundo.

No fim do pregão regular, o DI maio/2020 caiu para 5,37% (5,40% no ajuste anterior), o DI julho/2024 recuou para 6,77% (6,84% no ajuste anterior) e o DI julho/2026 declinou para 7,08% (7,18% no ajuste anterior).

Petróleo declina quase 5% com aumento nos estoques e receios sobre a demanda

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira (07) em expressiva queda, pressionados pelo aumento nos estoques da commodity nos EUA e pelos receios sobre a demanda.

Na manhã de hoje, o Departamento de Energia americano divulgou os dados oficiais sobre a mensuração dos estoques, revelando um avanço de 2,4 milhões de barris, durante a semana passada, contrariando as previsões dos especialistas.

Outro ponto crítico foi o colapso das exportações de óleo bruto no período, que inundaram o mercado norte-americano com o excesso de oferta e derrubaram as cotações.

Apesar do grande salto nas atividades de refino, os impactos da guerra comercial com a China foram sentidos principalmente no petróleo, aumentando a preocupação dos investidores quanto aos efeitos na demanda global.

Considerando que os países como um todo já vivenciam um cenário de desaceleração econômica, o agravamento da disputa sino-americana tende a deprimir os preços dos contratos.

No fim da sessão, o petróleo WTI para entrega em setembro desabou 4,73%, sendo cotado a US$51,09 o barril e o petróleo Brent para outubro recuou 4,59%, sendo cotado a US$56,23 o barril.

Noticiário Corporativo

Petrobras (PETR3/ PETR4) – A Petrobras pretende criar uma subsidiária de geração de energia englobando as termoelétricas, segundo informaram os analistas da companhia.

O objetivo é reunir os principais ativos na área de geração para vende-los através da abertura de capital. Também está na mira da estatal, a alienação de algumas rotas de gás que ligam o pré-sal, de acordo com o plano de desinvestimento que está em curso.

Segundo o relatório do BBI Investimentos, a venda de ativos é muito importante pois permitirá à petroleira diminuir a alavancagem e se concentrar na área mais lucrativa do negócio, que é a exploração do pré-sal.

Também no radar, a Petrobras convocou os sindicatos para a segunda rodada oficial de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2020, já que nas últimas assembleias as categorias rejeitaram a proposta da companhia de reajuste salarial em 1% e redução/exclusão de alguns benefícios.

Movimentações na B3  

As ações de maior liquidez da Bovespa encerraram entre perdas e ganhos, porém majoritariamente em alta. A seguir, as máximas registradas no dia:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 06/08 07/08 Ativo 06/08 07/08
Petrobras (PETR3) +2,11% -0,67% Vale (VALE3) +1,63% 00%
Petrobras (PETR4) +1,37% -1,00% Embraer (EMBR3) +1,89% +0,21%
Eletrobras (ELET3) +0,19% -2,21% Banco do Brasil (BBAS3) +1,55% +0,45%
Eletrobras (ELET6) +0,50% -2,36% Cemig (CMIG4) +2,92% -3,24%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 06/08 07/08 Ativo 06/08 07/08
Itaú Unibanco (ITUB3) +3,13% +3,92% Usiminas (USIM3) -0,31% -1,89%
Santander (SANB11) +0,91% +3,24% CSN (CSNA3) -0,13% -2,02%
Bradesco (BBDC3) +2,59% +1,62% Gerdau (GGBR4) +0,23% -0,08%

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