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Ibovespa acentua perdas com mau humor externo e Previdência na Comissão Especial

Por Pablo Vinicius Souza
07 maio 2019 - 12:22
Ibovespa futuro cai

Oscilando desde a abertura do pregão, o Ibovespa operava em queda seguindo o tom negativo do exterior. Os investidores ainda estavam receosos quanto ao futuro da relação comercial entre Estados Unidos e China após Trump sinalizar pela imposição de taxas, e por isso, reduziam sua exposição.

O aumento da aversão ao risco e a cautela predominavam, mesmo com a confirmação de que o vice-primeiro-ministro-chinês, Liu He, viajará a Washington na próxima quinta-feira junto com os demais representantes, para a nova rodada de discussões sobre os termos do acordo sino-americano.

No cenário interno, o foco de atenção se concentra na tramitação da reforma da Previdência na Comissão Especial. Ao todo, foram planejadas 11 audiências públicas para debater o tema e a forma de condução das reuniões determinará o cumprimento dos prazos.

O deputado Samuel Moreira (PSDB), relator da reforma, afirmou que irá propor medidas para elevar a arrecadação e manter a meta do governo no corte de despesas. Porém, há forte pressão por parte da maioria dos deputados no sentido de desidratar a proposta com a retirada de alguns pontos relevantes.

Nesse contexto de expectativas, às 12h10 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira desabava 1,44%, aos 93.626 pontos, registrando um giro financeiro de R$4,521 bilhões.

Dólar dispara a R$3,98 com guerra comercial no foco

Com foco na guerra comercial, a divisa americana disparava contra o real brasileiro, chegando a tocar em R$4,00 na máxima do dia. Ás 12h10 (horário de Brasília), o dólar valorizava 0,76%, com cotação a R$3,98, mantendo o viés de alta.

O ajuste no mercado de câmbio refletia também as perspectivas para a reunião de política monetária do Copom, que terá início hoje e terminará amanhã, com a divulgação da decisão sobre a taxa básica de juros que será aplicada no país.

Os contratos de juros futuros apresentavam queda nas taxas de curto prazo e leve aumento nas taxas para conversão em um prazo maior. Em dia de liquidez reduzida e à espera de novidades sobre a Previdência, os investidores de renda fixa optavam por uma postura de maior cautela frente às incertezas do momento.

O DI com vencimento para janeiro/2020 caía 0,39%, com negociação a 6,46% (6,49% no ajuste anterior), o DI para setembro/2021 subia 0,66%, sendo comercializado a 7,61% e o DI para dezembro/2025 avançava 0,45%, sendo vendido a 8,87% (8,84% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Vale – Em comunicado, a Vale informou que uma decisão proferida ontem pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais suspendeu a autorização para a retomada das atividades na barragem de Laranjeiras e do complexo de Brucutu.

“Consequentemente, as operações a úmido de Brucutu foram paralisadas, em cumprimento à referida decisão”, notificou a mineradora. O documento ainda ressaltou que a barragem de laranjeiras e as demais estruturas geotécnicas de suporte às operações em Brucutu possuem declaração de estabilidade vigentes.

A companhia destacou que já está tomando todas as providências cabíveis para reverter a suspensão, no entanto, sua projeção (guidance) de vendas de minério de ferro e pelotas para este ano baixou, cuja expectativa será o alcance da margem mínima entre 307 e 332 milhões de toneladas.

Magazine Luiza – A Magazine Luiza apresentou um lucro líquido de R$132,1 milhões no primeiro trimestre, um número cerca de 10,4% inferior ao registrado no ano passado. A margem Ebtida aumentou 31,6% passando para 395,4% e a receita líquida teve um crescimento de 19,8%, atingindo R$4,329 bilhões.

Comportamento das ações na B3

As ações de maior liquidez operavam em baixa refletindo as nuances do cenário internacional. Com destaque para as mínimas registradas:

  • Eletrobras (ELET6) -2,74%
  • Bradesco (BBDC3) -2,41%
  • Smiles (SMLS3) -5,23%
  • Ambev (ABEV3) -3,54%
  • B2W Digital (BTOW3) -3,84%
COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) -2,10% Vale (VALE3) -1,39%
Petrobras (PETR4) -1,72% Embraer (EMBR3) -0,31%
Eletrobras (ELET3) -2,45% Banco do Brasil (BBAS3) -0,93%
Eletrobras (ELET6) -2,74% Cemig (CMIG4) -0,29%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -1,36% Usiminas (USIM3) +0,09%
Santander (SANB11) -1,07% CSN (CSNA3) +0,28%
Bradesco (BBDC3) -2,41% Gerdau (GGBR4) -1,07%


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