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Ibovespa acelera os ganhos e dispara mais de 2% após novidades no cenário político

Por Pablo Vinicius Souza
20 maio 2019 - 18:24
saldo positivo do Ibovespa

O pregão de hoje foi de intensa volatilidade! Durante a manhã, o Ibovespa foi impulsionado pela notícia de que o major Vitor Hugo (PSL) será demitido da cúpula de liderança do governo Bolsonaro.

Durante à tarde, o mercado entrou em êxtase com as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do relator da reforma da Previdência na Comissão Especial, Samuel Moreira (PSDB), após uma reunião.

“Estamos otimistas com a aprovação da reforma e de sua potência fiscal necessária”, afirmou Guedes, asseverando que confia na competência e no trabalho do relator.

Já o deputado Moreira ressaltou que a proposta a ser discutida é a apresentada pelo governo e confirmou que apresentará seu parecer até dia 15 de junho. “Alterações no texto serão feitas ouvindo o governo e os líderes partidários” – comentou.

Como resultado, a Bolsa brasileira disparou 2,17%, avançando aos 91.946 pontos, com um volume financeiro de R$11,411 bilhões.

Cenário político pressiona e dólar fecha a R$4,10

Depois de ter valorizado 3,90% na semana anterior, o dólar sentiu dificuldade em engatar um movimento de recuperação mais efetivo neste pregão.

O cenário político limitou o desempenho da divisa americana, levando o real a operar em sentido contrário aos seus pares emergentes no exterior, como o peso mexicano, o rublo russo e a lira turca.

Nem mesmo o leilão de linha realizado pelo Banco Central foi capaz de influenciar o dólar comercial, que oscilou o dia inteiro próximo à estabilidade e fechou em leve alta de 0,10%, sendo cotado a R$4,10.

Os contratos de juros futuros encerram com redução nas taxas ao longo de toda a curva a termo, embora a queda ainda não seja suficiente para anular os ganhos percebidos nos últimos dias.

No radar estão as incertezas sobre o relacionamento entre governo e Congresso e os indicadores macroeconômicos que seguem mostrando a lentidão da retomada do crescimento.

O DI dezembro/2019 declinou para 6,43% (6,46% no ajuste anterior), o DI março/2023 recuou para 8,29% (8,38% no ajuste anterior) e o DI dezembro/2026 caiu para 9,11% (9,25% no ajuste anterior).

Variações nas Commodities

Petróleo – Os contratos futuros de petróleo encerraram com desempenho misto, reagindo à diferentes variáveis do cenário externo.

Depois de avançar nas primeiras horas de negociação amparados pelo anúncio de que os países integrantes da Opep vão manter o corte de 1,2 milhão de barris por dia, os preços desaceleraram com as projeções de recuo na demanda.

Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), as previsões de consumo global da commodity sofreram redução em 2019, principalmente nos países Brasil, China e Japão, que ficaram abaixo da média.

Com isso, o petróleo WTI para entrega em junho subiu 0,54%, sendo cotado a US$63,03 o barril e o petróleo Brent para entrega em julho declinou 0,33%, sendo cotado a US$71,97 o barril.

Noticiário Corporativo

Petrobras (PETR4) – A Petrobras comunicou, por meio de um fato relevante, que a Corte Federal do Texas (EUA) julgou improcedente a ação na qual a petroleira solicita anulação de uma decisão proferida em juízo de arbitragem.

O litígio em questão foi iniciado pelas empresas Vantage Deepwater Company e Vantage Deepwater Drilling, que exigiam uma indenização pela rescisão antecipada do contrato e faturas relativas à parceria na perfuração de um poço no Golfo do México.

O Tribunal Arbitral decidiu por maioria, com um voto divergente, que a estatal e suas subsidiárias deveriam pagar à Vantage o montante de US$622,02 milhões, mais juros compostos de 15,2% a.a. pela quebra de contrato.

“A arbitragem originou-se de um contrato de serviços de perfuração obtido mediante corrupção, conforme revelado pela operação Lava-Jato” – justificou a petroleira.

Mesmo assim, tanto a Petrobras quanto as subsidiárias envolvidas no litígio realizaram a provisão para a referida despesa, embora ainda seja possível recorrer da sentença.

Movimentações na B3

As ações de maior liquidez da Bovespa encerraram em alta, com alguns setores recuperando as perdas da semana anterior. A seguir, as máximas registradas no dia:

  • Braskem (BRKM5) +9,76%
  • Cyrela (CYRE3) +8,06%
  • Multiplan (MULT3) +6,72%
  • Marfrig (MRFG3) +5,93%
  • Cemig (CMIG4) +6,49%
COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 17/05 20/05 Ativo 17/05 20/05
Petrobras (PETR3) -0,79% +2,98% Vale (VALE3) +2,84% -2,05%
Petrobras (PETR4) -2,33% +4,09% Embraer (EMBR3) +4,13% +3,03%
Eletrobras (ELET3) -1,35% +5,03% Banco do Brasil (BBAS3) -1,73% +3,97%
Eletrobras (ELET6) -0,77% +3,78% Cemig (CMIG4) -1,65% +6,49%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 17/05 20/05 Ativo 17/05 20/05
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,15% +2,34% Usiminas (USIM3) +2,16% +0,40%
Santander (SANB11) -0,31% +2,37% CSN (CSNA3) +2,67% -0,58%
Bradesco (BBDC3) +0,82% +3,70% Gerdau (GGBR4) 00% +0,95%

 

 


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