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Greve geral transcorre sem maiores incidentes; manifestantes querem paralisar seis maiores capitais

Por TradersClub
14 junho 2019 - 10:47
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Opositores ao governo do presidente Jair Bolsonaro participam da greve geral desta sexta-feira convocada pelas maiores centrais sindicais em pelo menos 170 cidades brasileiras, um dia após a apresentação do parecer da Reforma da Previdência na comissão especial da Câmara.

As centrais devem comandar a greve, que elas esperam paralisem pelo menos as seis maiores capitais do país e os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. Segundo os organizadores, a principal reivindicação dos grevistas é uma alteração profunda do texto da reforma, um programa que permita maior geração de empregos formais e a retomada do crescimento da economia, assim como a reversão de recentes medidas orçamentárias que contingenciaram recursos para a educação.

O investidor não devia ficar muito preocupado com o impacto da greve na agenda legislativa do governo ou com a popularidade de Bolsonaro, disseram analistas. Para Leopoldo Vieira, contribuidor TC e analista da IdealPolitik, o desemprego elevado deve dissuadir a adesão dos trabalhadores do setor privado, fazendo que os protestos se circunscrevam ao setor público – especialmente no transporte urbano. Para ele, a decisão de Bolsonaro na semana passada de reinstituir recursos para a educação e a crescente adesão de parlamentares à reforma deve mitigar em parte o apelo da greve.

Até as 08h30 de hoje, o setor de transporte parecia ser o mais afetado; só se saberá com certeza o impacto da greve nas atividades de bancos e universidades públicas a partir das 10h00. Em São Paulo, o sistema de ônibus mostra grande congestão na Zona Norte e Central da cidade, onde manifestantes atearam fogo em pneus n Av. 23 de Maio e nas imediações do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Os trabalhadores do transporte público mantiveram a adesão à greve em São Paulo mesmo após a Justiça ter concedido liminar que obriga o funcionamento do metrô, trens e ônibus no estado. No Rio, o transporte está normalizado, disseram vários veículos de imprensa.

A publicação de supostos diálogos entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, quando era o juiz da Operação Lava jato, e os procuradores da investigação, assim como as denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente e investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por supostos crimes cometidos quando era deputado estadual, dão combustível adicional para os protestos.


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