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Governo vai tentar ampliar o crédito privado, diz jornal

Por Bruna Santos
15 outubro 2019 - 10:48
recuperação econômica; ministério da economia

A fim de baratear e destravar o crédito privado, a equipe econômica do governo prepara alguns projetos de lei.

De acordo com o Valor Econômico, essa medida pode também estimular a concorrência num mercado dominado por cinco grandes bancos.

A ideia, informou o jornal, é que o crédito privado substitua o crédito público, direcionado, subsidiado e predominante na economia.

Para justificar a inversão, economistas indicam os surtos de crescimento registrados no país desde a gestão de Fernando Henrique Cardoso.

À época, houve forte injeção de recursos públicos, lembrou os economistas governamentais. Quando a conta chegou, entretendo, a economia cedeu.

Segundo eles, a queda está diretamente atribuída ao modelo baseado em crédito público, que derrubou a produtividade.

Ademais, os ciclos não resultaram no florescimento de empresas privadas fortes e competitivas.

Desse modo, embora as ideias atuais com o propósito de modernizar o crédito tenham inspiração liberal, essa transformação é respaldada na grave crise fiscal que o país atravessa desde 2014, destacou o Valor, quando o setor público consolidado (União, Estados e municípios) não conseguiu gerar mais sequer saldos primários nas contas.

Na gestão de Michel Temer, o recuo da concessão de crédito público começou, mas acelerou novamente na atual gestão.

Até agosto, conforme dados oficiais extraídos do Banco Central, esse segmento do crédito recuou 12 pontos percentuais.

O jornal indica, no entanto, surpresa por parte de membros do governo quanto ao desempenho dos desembolsos do BNDES, que registrou uma desaceleração na concessão de empréstimos maior que a esperada.

Por fim, na transição do modelo de crédito, a economia sofreu pois não houve uma substituição imediata pelos bancos privados.

Assim sendo, entram as medidas legais e administrativas elaboradas para diminuir a burocracia, estimular a entrada de novas empresas na área do crédito e, assim, aumentar a concorrência nesse mercado.


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