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Governo reduz estimativas de crescimento do PIB e novos cortes podem chegar até R$ 10 bilhões

Por Eloiza Amaral
14 maio 2019 - 13:27
recuperação econômica

De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, desta terça feira (14), ao reduzir as estimativas de avanço do PIB (Produto Interno Bruto) para entre 1,5% e 2%, a equipe econômica do governo deve autorizar cortes na próxima revisão do orçamento que chegarão até R$10 bilhões.

Da última vez que as estimativas foram reduzidas, de 2,5% para 2,2%, os cortes foram de quase R$30 bilhões.

Caso o crescimento estimado do PIB fique mais próximo de 1,5%, técnicos do Ministério da Economia consideram um contingenciamento de cerca de R$ 10 bilhões. Mais perto de 2%, passará para R$ 5 bilhões.

Sobretudo, mudanças ainda podem acontecer. Neste valor devem ser considerados cortes de gastos do governo, fatores como o câmbio, a inflação e a massa salarial dos brasileiros.

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De modo geral, muitos analistas de bancos acreditam em estimativas mais pessimistas, com um PIB mais próximo de 1,5%, alertando para um risco de recessão com a possibilidade de o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) consolidar o PIB do quarto trimestre de 2018 com revisão para baixo.

Como o último trimestre de 2018 foi ruim e seguimos o processo de lentidão, caso as o cenário para os meses seguintes de confirme teremos nove meses seguidos de retração. A equipe econômica, no entanto, descarta essa possibilidade, tanto que não prevê, no momento, medidas de estímulo à economia, como saques de contas inativas do FGTS.

Em 2016, o governo de Michel Temer chegou a liberar o saque de R$ 44 bilhões de contas inativas, o que contribuiu para o aumento de 0,7 ponto porcentual do PIB, que cresceu 1,1% naquele ano.

O esperado é que haja uma reforma completa do FGTS, incluindo a correção do retorno sobre o saldo das contas acima da inflação e novas possibilidades de saques.

A Folha afirmou que para a equipe econômica existe a avaliação de que nem o pacote com cerca de 20 medidas microeconômicas reaquecerá o país. O governo acredita que medidas como a hipoteca reversa, títulos verdes e o seguro universal, que integram esse pacote, fazem parte do plano para corrigir distorções de mercado.


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