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Governo quer voltar a explorar urânio com ajuda de investimento privado

Por Eloiza Amaral
07 outubro 2019 - 11:26

A fim de ampliar o programa nuclear, o governo quer voltar a explorar urânio em território nacional. Para isso, devido os cortes no Orçamento, o ministério de Minas e Energia pretende firmar parcerias com empresas privadas.

Com apenas um terço do território prospectado, o Brasil tem a sétima maior reserva global de urânio. O País fica atrás da Austrália, do Casaquistão, do Canadá, da Rússia, da África do Sul e da Nigéria.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo desta segunda feira (7), por meio da parceria o ministério irá explorar o mineral em áreas que ele não é majoritário, para não precisar alterar a Constituição.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse ao Estado que os trabalhos devem ser iniciados até o final deste ano na mina do Engenho, em Caetité, na Bahia.

“Existem algumas alternativas sem necessidade de alteração da Constituição para que essa atividade minerária possa ser feita pela INB (Indústrias Nucleares do Brasil) e uma outra empresa de capital privado. No que diz respeito ao urânio, a INB seria majoritária. Na exploração, não tem só urânio, pode ter outro mineral e normalmente tem”, afirmou o ministro Albuquerque ao Estado.

A secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, disse que empresas estrangeiras da China, Estados Unidos, França, Japão, Coreia do Sul e Rússia já manifestaram interesse em explorar urânio em território nacional.

Albuquerque defende a quebra do monopólio da União na exploração de urânio e até mesmo a exploração de usinas nucleares pelo setor privado, mas isso precisaria de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).


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