Política

Governo prevê o maior rombo da história nas contas públicas por Covid-19: R$ 419,2 bi

Por Bruna Santos
03 abril 2020 - 09:06 | Atualizado em 04 janeiro 2021 - 17:41
recuperação econômica; ministério da economia

Dados preliminares do Ministério da Economia indicam que as contas públicas sofrerão um rombo de R$ 419 bilhões em 2020.

O motivo da revisão? As medidas de estímulo à economia e combate à pandemia do coronavírus.

Esses valores projetados pelo secretário da Fazenda, Waldery Rodrigues poderão ser revistos, mas já somam o maior rombo da história.

Primeiramente, a Secretaria de Fazenda estima que o auxílio emergencial a informais custará R$ 98 bilhões às contas públicas.

Ademais, o programa que prevê a redução salarial e de jornada dos trabalhadores da iniciativa privada custará R$ 51,2 bilhões.

Outro impacto relevante para o que está previsto de ser o maior rombo da história, está o programa de crédito para estados e municípios, cuja projeção é de impacto de R$ 34 bilhões.

A recomposição dos fundos estaduais e municipais, para auxiliar nos sistemas de saúde, por sua vez, custará R$ 16 bilhões.

Assim também, os dados apresentados pelo Ministério da Economia mostram um impacto de R$ 2,2 bilhões nas contas do Governo Federal, referente a suspensão de impostos sobre equipamentos médico-hospitalares.

A decisão de abrir mão do IOF para que a população e empresas obtenham crédito pesará em R$ 7,1 bilhões.

Antes do surgimento da demanda do Covid-19, a meta era de R$ 124 bilhões. Em novembro de 2019, o secretário estava otimista de que o déficit seria “bem mais enxuto”, em razão da redução dos juros e estimativas de receitas maiores. O entusiasmo também se devia a pauta de reformas, bem como pela atração de investidores.


Sobre o autor