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Governo perde mais uma; CPI da Lava Toga; política intervencionista; censura imposta e mais

Por Pablo Vinicius Souza
16 abril 2019 - 10:31

O governo de Jair Bolsonaro perdeu mais uma.

Dessa vez, contou com o apoio de seu próprio partido, com votos favoráveis à inversão da pauta.

Desse modo, a votação da reforma previdenciária deixou de ser prioritária, dando espaço para a PEC do orçamento impositivo.

Enquanto o mercado digere a virada que desagrada aos apoiadores da Nova Reforma, a atenção continua voltada para Brasília.

Há expectativa de que o governo faça algum anuncio relacionado à política de preços dos combustíveis.

Enquanto isso, a censura do ministro do STF a sites com reportagem sobre Toffoli pode impactar mercado.

No exterior, dia cauteloso após resultados do Goldman Sachs e Citigroup, bem como expectativa quanto aos dados corporativos dos EUA.

Puxados pela China, bolsas asiáticas fecham em alta; Europa opera sem sinal definido

Os principais índices acionários asiáticos fecharam a sessão desta terça-feira (16) em alta, acompanhando a valorização das bolsas chinesas.

O bom humor chinês respondeu a um artigo da estatal Securities Times que destacou mais espaço para valorização das ações.

Do mesmo modo, a aproximação de um acordo definitivo entre Washington e Pequim afetou positivamente os índices asiáticos.

Após uma positiva declaração no final de semana, o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, falou de novos progressos.

Na Europa, as bolsas operam sem sinal definido, diante da safra de balanços corporativos que estão para sair no continente e nos Estados Unidos.

Desempenhos abaixo do esperado divulgado pelo Goldman Sachs e Citigroup gera cautela no país.

A bolsa de Sydney, na Oceania, também encerrou a sessão no azul, de acordo com a Dow Jones Newswires.

O grande motivador foi o BC da Austrália, que revelou um possível corte de juros em sua reunião de política monetária.

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Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais para esta terça-feira

No exterior, destaca-se a publicação da produção industrial referente ao mês de março, nos Estados Unidos.

Também será conhecida a taxa de utilização da capacidade instalada, bem como o índice de confiança das construtoras (abril).

No continente asiático, Pequim publicará ao final do dia (pelo horário de Brasília) o Produto Interno Bruto (PIB) da China.

O índice refere-se ao primeiro trimestre do ano, bem como dados de produção industrial e vendas no varejo de março.

Internamente, quem se destaca é a publicação do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), pelo FGV.

O IBGE, por sua vez, destacará os números do índice de preços ao consumidor da indústria de transformação.

Bolsonaro se reunirá com ministros e técnicos da Petrobras para compreender a estrutura de preços e a necessidade de reajustes.

Antes disso, Tarcísio Freitas, o ministro da Infraestrutura, deve anunciar medidas para melhorar as condições gerais do transporte rodoviário.

Obras (BR-163/BR-242), lançamento do “cartão do caminhoneiro” e aumento da fiscalização do cumprimento da tabela de fretes estão no radar.

Ninguém disse que seria fácil

Nada segura o ânimo dos chineses, que fez com suas Bolsas subissem forte após uma publicação estatal Securities Times sugerindo que há espaço para mais valorização das ações do país. Os dados de crédito e exportação foram ótimos na última semana, e a expectativa com o PIB que será divulgado na noite de hoje continua dando o ritmo de festa. Outro ponto de empolgação foi a divulgação de um dos principais indicadores de confiança de todo a Europa (ZEW), que apontou aumento da confiança do investidor mais do que o esperado. Enquanto isso, nos EUA diversas empresas de peso começam a divulgar os seus balanços, como Blackrock e Netflix, o que gera esperança se continuarão seu ritmo de crescimento.

No Brasil, o sentimento de que “não seria fácil” prevalece. A votação do parecer da reforma vai ficar só para depois da Páscoa (deveria começar hoje) e coloca mais um capítulo para a sua aprovação. A questão da Petrobras tampouco é animadora, vemos o governo “tentando apagar fogo com gasolina”. Um pacote de medidas para acalmar os caminhoneiros será divulgado e depois outra reunião entre governo e Petrobras será realizada para discutir o preço do diesel.

Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

CCJ aprova Orçamento impositivo e tramitação da reforma da Previdência preocupa

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou ontem (15) a admissibilidade da PEC do Orçamento impositivo.

Para que a votação fosse possível, houve uma inversão de pauta durante a comissão, apoiada pela maioria.

A PEC foi votada no lugar da Previdência, que integrava o primeiro item da pauta até o início da sessão.

O apoio partiu da oposição, do centrão e até mesmo ode membros do partido do presidente da República.

Esse acontecimento pode ampliar as dúvidas quanto a agilidade na tramitação da proposta de reforma previdenciária no Congresso.

Agora, a PEC passará por uma comissão especial para só então ser encaminhada ao plenário da Câmara.

O Globo destacou que uma fragilidade na articulação ficou evidente quanto membros do PSL não conseguiram evitar obstruções à reforma.

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Após ser descartada por Alcolumbre, CPI da Lava Toga pode voltar a pauta em breve

No sábado (13), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que uma investigação do judiciário não seria uma boa ideia.

Desse modo, a CPI da Lava Toga quase foi jogada para escanteio.

Isso pode ter mudado agora que o ministro Alexandre de Moraes (STF) determinou que a reportagem que cita o presidente da Corte, Dias Toffoli, fosse retirada do ar.

Agora, um terceiro requerimento pela instalação da comissão que investigaria tribunais superiores pode acontecer.

De acordo com o senador Alessandro Vieira, o próprio pode fazer um novo pedido caso consiga apoio de colegas.

Para que seja possível, ao menos 27 assinaturas são necessárias.

“Nada impede que a gente apresente um novo requerimento. A gente percebe que a busca pela impunidade está gerando situações absurdas”, afirmou Vieira, ao citar a decisão de Moraes.

‘Não haverá política intervencionista’, afirma líder do governo no Congresso Nacional

A suposta intervenção do presidente Jair Bolsonaro na política de preços da Petrobras ainda repercute.

Desde que voltou atrás no reajuste do preço do diesel, a petrolífera perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado.

Atitude julgada por analistas como intervenção na empresa, a deputada Joice Hasselmann abafou os temores quanto a uma política intervencionista.

“Não haverá política intervencionista nesse governo”, afirmou ontem a líder do governo no Congresso Nacional (16), no Palácio do Planalto.

O receio do presidente, no entanto, é sustentado por Joice, que comentou ainda a iminente greve dos caminhoneiros.

“Não é bom para ninguém uma greve dos caminhoneiros. Todos saem no prejuízo, inclusive a categoria dos caminhoneiros”, afirmou.

Reajuste nos preços é decisão empresarial, afirma Castello Branco, presidente da Petrobras

A polêmica envolvendo o presidente Jair Bolsonaro e o reajuste no preço do diesel da Petrobras ganhou um novo capítulo.

Após reunião interministerial que ocorreu no Palácio do Planalto, Roberto Castello Branco, presidente da estatal, negou a intervenção de Bolsonaro.

De acordo com Castello Branco, a Petrobras é “livre” e a política de preços dos combustíveis “é uma decisão empresarial”.

Embora Bolsonaro tenha admitido o contato com o presidente da estatal para tratar do reajuste de 5,7%, Castello Branco disse que foi apenas um alerta.

“Ninguém ordenou à Petrobras que não reajustasse; o presidente alertou para os riscos”, disse a jornalistas.

Ademais, o executivo negou ter tratado de preços no encontro.

Dessa forma, a empresa decidirá “o quanto vai ser reajustado ou não”.

Ana Veloso pode voltar ao comando da Light; Gafisa inicia nova fase com Tanure no conselho

O convite foi apurado pelo Valor, com fontes próximas à situação.

De acordo com o portal, Ana Marta Veloso foi convidada para retomar o comando dois anos após deixar a presidência.

As negociações estão em andamento e precisará ainda do aval do conselho de administração da empresa.

A Gafisa, por sua vez, entra em uma nova fase de atuação, com foco na capitalização.

Destaque, o investidor Nelson Tanure é um dos mais novos componentes do conselho de administração.

Atualmente, a companhia busca uma estratégia a fim de obter recursos de US$ 150 milhões.

De acordo com o presidente, Roberto Portella, a Gafisa almeja um choque de gestão para usufruir melhor de seu caixa.

“Precisamos ver se estamos perdendo oportunidades de mercado”, disse Portella.

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Resultados acima do estimado levantam dúvidas para Citigroup e Goldman Sachs

O Citigroup superou o lucro do primeiro trimestre/2018 em 2%, saldo que compensou a queda na receita de transações financeiras.

Também no primeiro trimestre deste ano, o Goldman Sachs reportou uma quebra de 20% dos seus lucros.

Ambos os resultados superaram expectativas do mercado e analistas em termos de lucro, mas suas receitas apresentam recuo e preocupam.

Agora, cada empresa precisa convencer seus investidores de avanços na reformulação das unidades que seguem impulsionando seus resultados para baixo.


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