Política

Governo estuda zerar PIS/Cofins sobre a gasolina; Bolsonaro não descarta outras medidas

Por Fast Trade
14 março 2022 - 06:00 | Atualizado em 14 março 2022 - 06:31
fundo para combustíveis

No sábado, o presidente Bolsonaro afirmou que o governo estuda zerar o PIS/Cofins que incidem sobre a gasolina. De acordo com estudo feito pelo O GLOBO, a medida poderia reduzir o preço do combustível em R$ 0,69 e teria impacto na arrecadação de R$ 60 bilhões no ano.

“Estava previsto fazer algo parecido (isenção do Pis/Cofins) com a gasolina. O Senado resolveu mudar na última hora. Caso contrário, nós teremos um desconto também na gasolina que está bastante alto. Se bem que é no mundo todo isso. Mas se nós podemos melhorar aqui, não podemos nos acomodar.”, disse em evento do Partido Liberal (PL).

Na sexta-feira (11) ele sancionou a isenção dos mesmos impostos federais sobre o diesel. Segundo o Ministério da Economia, dessa forma há a redução de R$ 0,33 por litro do combustível ao consumidor e um impacto de R$ 20 bilhões por ano na receita do Estado.

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Além disso, a fala ocorreu após o presidente sancionar o projeto de unificação da cobrança do ICMS, imposto estadual que depende, agora, dos governadores. O governo não descarta, ademais, o subsídio direto ou, até mesmo, a mudança na política de preços da Petrobras.

“A gente prefere não gastar, não ter que gastar com subsídio, mas se preciso for, pra economia do Brasil aqui não parar, não travar, nós preferimos, com toda certeza o Paulo Guedes vai preferir uma medida como essa ou uma alternativa equivalente”, disse Bolsonaro.

Política de preços da Petrobras

É recorrente os ataques do presidente à política de paridade de preços da estatal petrolífera. “[A] Petrobras tem que apresentar uma proposta. Agora não pode, a Petrobras trabalhar exclusivamente visando lucro no mundo em crise, né? E com preço de combustível bastante alto aqui no Brasil”, afirmou sobre o assunto.

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Na quinta-feira (10), a Petrobras reajustou os combustíveis em até 25%, o que foi alvo de críticas de Bolsonaro, ao afirmar que o aumento poderia ter esperado em uma semana, já que o governo avançava com projetos para segurar o preço final. Questionado sobre a demissão de Joaquim Silva e Luna, ele disse que “qualquer um no governo pode ser trocado”.

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