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Governo e Congresso articulam suplementação orçamentária de R$ 5 bilhões para crise

Por Bruna Santos
12 março 2020 - 09:24
Congresso Nacional precisará aprovar orçamento mínimo para gastos da saúde; reforma tributária

Um pedido ao Congresso Nacional pela aprovação de suplementação orçamentária para o combate aos efeitos do coronavírus no Brasil foi discutido ontem (11) entre o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

Após o Ministério da Saúde divulgar o balanço indicando que 52 pacientes estão infectados, o Hospital Albert Einsten, em São Paulo, confirmou 16 novos casos de covid-19, totalizando 68.

Diante desse cenário de rápida escalada da doença, juntos, parlamentares e governo arquitetam uma suplementação orçamentária de R$ 5 bilhões.

Também presente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu a reserva de outros R$ 5 bilhões para medidas complementares.

Não ficou claro, contudo, como estes recursos seriam liberados, se por uma medida provisória ou projeto de lei do Congresso.

Para o ministro da Saúde, Mandetta, uma das medidas planejadas é deixar as unidades básicas de saúde abertas até meia-noite.

Maia, responsável pela convocação da reunião, acredita que governo e Congresso vão encontrar uma solução.

A jornalistas, ele afirmou que a reunião foi boa. O encontro reuniu também líderes partidários da Câmara e do Senado, assim como o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira e Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo.

Até mesmo o presidente do BC, Roberto Campos Neto marcou presença no encontro.

Campos Neto e Guedes traçaram um quadro de risco para a economia diante de eventual escalada do número de infectados.

De acordo com o ministro da Economia, o coronavírus acelerou o processo de endividamento das empresas, por exemplo.

Essa união levou o líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO) a sinalizar uma espécie de trégua.

“Temos que superar as divergências relativas ao orçamento impositivo”, disse, referindo-se a governistas e oposição em prol da suplementação orçamentária.


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