Economia

Governo central reporta déficit primário de R$ 96,096 bi em agosto

Por Fast Trade
29 setembro 2020 - 16:00 | Atualizado em 29 setembro 2020 - 18:01
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Formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, o governo central registrou déficit primário de R$ 96,096 bilhões em agosto. O saldo deficitário é recorde para o mês da série iniciada em 1997 e evidencia os significativos gastos em meio à pandemia do novo coronavírus.

Além disso, supera em muito o déficit de R$ 16,821 bilhões computado pelo governo central no mesmo período do ano passado. Ainda assim, o déficit veio um pouco melhor que a projeção de um saldo negativo de R$ 98,688 bilhões, conforme a pesquisa Reuters com analistas.

De acordo com os números divulgados nesta terça-feira (29), o resultado de agosto reflete um rombo de R$ 85,837 bilhões do Tesouro Nacional. Ademais, houve um déficit de R$ 10,194 na Previdência Social que se somou ainda ao resultado negativo de R$ 65 milhões do Banco Central (BC).

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Segundo o Tesouro Nacional, esta foi a primeira vez desde abril em que houve avanço da receita total (+1% em termos reais sobre agosto de 2019), a R$ 121,417 bilhões.

Por sua vez, a receita líquida, que exclui as transferências obrigatórias a Estados e municípios, cresceu 5,8% na mesma base comparativa, totalizando R$ 102,103 bilhões.

Por outro lado, as despesas totais foram impulsionadas 74,3% de um ano para o outro e encerraram agosto de 2020 em R$ 198,199 bilhões.

Na esteira do forte aumento dos gastos, destaque para as ações de combate à pandemia, que somaram R$ 93,1 bilhões. Para ficar ainda mais evidente os gastos relacionados com a crise de saúde global, foram gastos R$ 45,3 bilhões apenas o auxílio emergencial.

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Acumulado do ano para o governo central

O Tesouro mostrou também que o rombo nas contas públicas foi de R$ 601,283 bilhões no acumulado de oito meses de 2020. Em 2019, o governo central havia registrado déficit de R$ 52,066 bilhões entre janeiro e agosto.

Já o acumulado de 12 meses mostra um saldo deficitário primário de R$ 647,8 bilhões, ou 8,96% do Produto Interno Bruto (PIB).

Vale destacar que a meta fiscal deste ano previa um rombo de R$ 124,1 bilhões, contudo, o decreto do estado de calamidade pública frente à pandemia da Covid-19 faz com que o governo não precise cumprir a meta deste ano. Assim, o Brasil encerrará mais um ano no vermelho, sem conseguir economizar para pagar os juros da dívida pública.

Leia também: Dívida Pública Federal (DPF) totaliza R$ 4,412 trilhões em agosto

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