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Governo Central registra menor déficit em quatro anos

Por Pablo Vinicius Souza
28 julho 2019 - 09:43
governo central

As contas do Governo Central registraram déficit primário de R$ 28,924 bilhões no primeiro semestre deste ano, de acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional.

Não apenas a recuperação das receitas influenciou no resultado do compilado entre Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, mas também a queda nos gastos discricionários (não obrigatórios).

Os números revelam uma melhora em comparação ao mesmo período de 2018, quando o rombo fiscal totalizou R$ 31,593 bilhões.

Em 2017, o déficit acumulado no primeiro semestre tinha alcançado o valor recorde de R$ 56,479 bilhões.

Embora o saldo seja negativo, o resultado alcançado em 2019 é o menor déficit primário desde 2015, conforme publicação oficial.

No mês passado (junho), o déficit primário totalizou R$ 11,481 bilhões.

O resultado é considerado o melhor para o mês desde 2016. Em 2018, o déficit foi de R$ 16,38 bilhões.

Para se chegar no saldo deficitário, é preciso que as despesas do governo superem as receitas com impostos e contribuições.

Caso aconteça o contrário, o resultado será de superávit, desconsiderando os gastos com juros da dívida pública nos dois casos.

A redução nos gastos discricionários em R$ 13,34 bilhões foi um dos responsáveis pela melhora no resultado, afirmou o Tesouro.

O montante representa um recuo de 23,5% ante ao mesmo período do ano passado, descontada a inflação.

Além disso, é preciso também considerar a alta da arrecadação nos últimos meses.

As receitas líquidas saltaram 1,6% acima da inflação em junho ante ao mesmo mês do ano anterior.

Ademais, a receita líquida do Governo Central recua 0,2% em valores corrigidos pela inflação oficial, medida pelo IPCA.

Ainda que a diminuição das despesas com gastos obrigatórios continue subindo, outras despesas saltam.

É o caso, sobretudo, da Previdência Social, que acumula alta de 1,9% acima da inflação no período ante a 2018.

Meta fiscal

Em 2019, a meta de déficit primário máximo do governo está estipulada em até R$ 139 bilhões.

Desse modo, 2019 será o quinto ano consecutivo de déficit.

A fim de conter as despesas, o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado na última segunda-feira (22) pelo Ministério da Economia, indicou outro aumento no contingenciamento em R$ 1,44 bilhão.

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