Economia

Governo Central acumula déficit de R$ 92,9 bilhões em abril, diz Tesouro

Por Bruna Santos
28 maio 2020 - 16:00 | Atualizado em 28 maio 2020 - 17:16
governo central

O resultado de abril para o caixa do Governo Central veio acima da mediana esperada pelo mercado financeiro, mas ainda é o pior desempenho para o mês da série histórica, que teve início em 1997.

Segundo o Tesouro Nacional, o déficit primário foi de R$ 92,902 bilhões no período para as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

Desse modo, o Governo Central reverteu o superávit de R$ 6,526 bilhões reportado no mesmo período do ano passado.

De acordo com o levantamento do Projeções Broadcast junto a 23 instituições, o déficit poderia ser ainda maior e chegar aos R$ 108,36 bilhões.

O saldo divulgado pelo Tesouro já apresenta uma queda real de 31,9% nas receitas frente ao mesmo mês de 2019. Além disso, as despesas tiveram alta real de 44,7%, puxadas principalmente pelos gastos para combater os efeitos da crise de saúde provocada pelo novo coronavírus.

Com o resultado reportado, o resultado primário do primeiro quadrimestre de 2020 é negativo em R$ 95,762 bilhões e também se configura no pior desempenho para o período da série.

Na comparação com o quadrimestre de 2019, nota-se um recuo de 9,2%% nas receitas e avanço de 9,7% nas despesas. Ademais, as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central acumulam déficit de R$ 189,5 bi em 12 meses, isto é, 2,58% do PIB.

Teto de gastos do Governo Central

Em 2019, o rombo do Governo Central ficou em R$ 95,065 bilhões. Embora o resultado tenha marcado o sexto ano consecutivo de déficit nas contas públicas, foi o melhor resultado desde 2014.

Para 2020, contudo, a meta fiscal admitia inicialmente um déficit de até R$ 124 bilhões, até que o Congresso aprovou um decreto de calamidade pública. A medida visa o enfrentamento à pandemia da Covid-19 e, na prática, autoriza o governo a descumprir essa meta em 2020.

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Da mesma forma, o Tesouro Nacional destacou um salto de 0,1% na comparação anual de janeiro a abril das despesas sujeitas ao teto de gastos.

Nesse sentido, o limite de crescimento das despesas do governo é a variação acumulada da inflação em 12 meses até junho do ano anterior. Porém, uma vez que o governo não ocupou todo o limite previsto em anos anteriores, existe uma margem para expansão de até 5,9%.

Por fim, confira o Resultado do Tesouro Nacional de abril na íntegra clicando aqui.


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