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Governo aproveitará a reforma tributária para acabar com deduções no IR

Por Eloiza Amaral
09 agosto 2019 - 14:07

Segundo informações do jornal Valor Econômico desta sexta feira (9), aproveitando o gancho da reforma tributária, o governo pretende acabar com a dedução de gastos do Imposto de Renda.

Em suma, isso significa que não seria mais necessários declarar gastos com saúde, ou educação, por exemplo. Em troca, haverá uma redução da alíquota máxima do imposto, hoje de 27,5%, e a isenção passaria a ser corrigida de acordo com a inflação.

“Nós vamos fazer o Imposto de Renda progressivo, arrumadinho, vamos limpar tudo”, disse uma fonte graduada da equipe econômica durante evento em São Paulo. “Você tem hoje alíquota de 27,5%, mas aí deixa tirar médico, dentista, fica todo mundo juntando papel, é um inferno na vida das pessoas. Então, tira todas as deduções, mas baixa a alíquota”, explicou.

No ano passado as deduções levaram a uma renúncia fiscal de R$ 13,1 bilhões em despesas de saúde e de R$ 4,2 bilhões com educação. Atualmente, há limites para a dedução com educação, mas não para despesas médicas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, poderá escolher limitar apenas os abatimentos, e também precisará decidir se fará uma redução total ou parcial dos 20% cobrados sobre a folha de pagamento das empresas para INSS.

Caso a redução seja total, o novo tributo sobre movimentações financeiras terá que ter alíquota entre 0,5% e 0,6% em cada lado de uma mesma transação. Se for parcial, a taxa poderá ser menor.

Este modelo, semelhante a CPMF, apesar de ser bastante questionado por políticos e economistas, ainda é bastante defendido pelo Ministério da Economia.


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