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Goldman Sachs revisa projeções do setor de varejo e reduz o preço-alvo de 11 empresas

Por Fast Trade
13 janeiro 2022 - 17:39 | Atualizado em 13 janeiro 2022 - 18:30
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O Goldman Sachs divulgou um relatório sobre o setor de varejo, revisando as projeções de desempenho para 11 companhias ao longo de 2022. Prevendo que o cenário será dominado pela incerteza política sobre o resultado das eleições presidenciais, os analistas do banco apostaram em negócios com características mais defensivas.

“Embora não tenhamos uma opinião sobre resultados e escolhas políticas, avaliamos os papéis em nossa cobertura para uma série de variáveis macro importantes, incluindo crescimento econômico, inflação, câmbio e taxa de juros” – disse a equipe de análise do Goldman.

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Nesse sentido, o banco acredita que algumas empresas terão oportunidades de ganhos com parcerias (share) e pelas tendências de consumo geradas pelas mudanças do varejo físico para o on-line. Por isso, o Goldman manteve a recomendação de “compra” para o Mercado Livre (MELI34) e Arezzo (ARZZ3), com perspectiva de crescimento.

No entanto, para alguns nichos, o desafio será maior e as companhias precisarão inovar para conseguir lidar com as adversidades e manter a participação.

Revisão de cenário por ação

Considerando o ambiente mais adverso em um cenário de baixo crescimento, inflação e eleições, o Goldman reduziu o preço-alvo de 12 meses da Assaí (ASAI3), passando de R$ 25 para R$ 22. Da mesma forma, o banco cortou de R$ 43 para R$ 37 a estimativa de valorização da Renner (LREN3).

Apesar de manter a recomendação de “compra” para Magazine Luiza (MGLU3), os analistas diminuíram o preço-alvo de R$ 13 para R$ 12 a ação. Foi o mesmo caso da Espaço Laser (ESPA3), cujo preço-alvo caiu de R$ 14 para R$ 12.

No setor de varejo digital, a Mobly (MBLY3) continuou com recomendação de compra, mas seu preço-alvo foi reduzido de R$ 8,60 para R$ 7,40. Em contrapartida, no setor de medicamentos, a Raia Drogasil (RADL3) teve um recuo de R$ 34 para R$ 33 no preço-alvo de suas ações.

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Dentre os ativos que o Goldman considera a manutenção na carteira, o preço-alvo da Americanas (AMER3) sofreu um pequeno ajuste, passando de R$ 39 para R$ 36. E o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) está na mesma situação, saindo de R$ 29 para R$ 25, assim como o Grupo SBF (SBFG3), que passou para R$ 29.

Por fim, a Natura (NTCO3) também passou por uma revisão, cujo preço-alvo atual é de R$ 27, o que representa uma baixa de 13%. E como recomendação de venda, o Goldman indicou a Via (VIIA3), com preço-alvo de R$ 4,70, ante R$ 5,50 na estimativa anterior.

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