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Gestão de patrimônio alcança R$116,4 bilhões em 2018

Por Bruna Santos
13 março 2019 - 08:24

A valorização dos ativos brasileiros e a entrada de clientes com mais recursos nos canais eletrônicos têm expandido o número de pessoas atendidas pelos escritórios de gestão de patrimônio. Em 2018, cerca de 7,2 mil novos grupos econômicos se inseriram no segmento, alcançando o montante de R$116,4 bilhões em patrimônio sob gestão. Esse número representou uma alta de 20,5% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Anbima, associação que representa o mercado de capitais.

E 2019 tende a continuar no mesmo ritmo, conforme análise de Alexandre Quintas da Rocha Braga, vice-presidente do comitê de gestores de patrimônio da entidade. Ele destaca que a retomada da oferta inicial de ações (IPO) é um dos eventos típicos que mantêm o segmento de gestão de fortunas. Além disso, à medida que os juros permanecem em patamares muito baixos, com a Selic 6,5% ao ano, a tendência é que mais pessoas procurem aconselhamento financeiro para diversificar a carteira de investimentos e obter um retorno maior que o CDI.

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O representante da Anbima disse que não é possível extrair de dados gerais o que foi a valorização do ano passado nas diversas classes de ativos e o que entrou efetivamente pela via de captação líquida. Mas ressalta que nos bastidores do comitê de gestão de patrimônio, a percepção que se tem é de crescimento como um todo nas carteiras de renda variável, enquanto os novos investidores escolheram concentrar a alocação de recursos na modalidade de renda fixa.

Em termos gerais, a participação dos ativos de renda variável aumentou de 15,5% para 17,6% de 2017 para 2018, ao passo que a parcela dos fundos multimercados recuou de 26% para 25,1% e a renda fixa caiu de 49,8% para 48,1%. Os títulos privados somaram R$20,2 bilhões nas carteiras de investimento e as debêntures abocanharam a maior parte desse bolo, com 24,3% contra 22,4% no ano anterior. Já o percentual de Letras financeiras avançou de 14,9% para 17,6%, ao revés, as Letras de crédito do agronegócio diminuíram de 19,2% para 16,8%.

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É claro que estes dados não representam a abrangência total do setor, tendo em vista que somente os escritórios que aderem aos códigos da Anbima fornecem seus resultados. Contudo, com a unificação entre os códigos de gestão de patrimônio e os códigos de administração de recursos de terceiros que deve acontecer ainda esse ano, a previsão é que um número maior de empresas que atuam no segmento divulgue seus resultados para compor um conjunto estatístico mais amplo sobre as movimentações do setor.


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