Mercados

Futuros do petróleo sobem, com compensação de países que trapacearam em cortes no radar

Por Fast Trade
14 julho 2020 - 17:32 | Atualizado em 14 julho 2020 - 18:16

Os contratos futuros do petróleo inauguraram a semana no vermelho, mas recuperaram parte das perdas no pregão desta terça-feira (14). A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) segue restringindo a oferta da commodity, a fim de reanimar um mercado.

Apesar disso, o cartel descobriu há cerca de um mês que infratores, incluindo Iraque, Nigéria e Cazaquistão, não cumpriram cerca de 13% dos cortes programados.

Hoje, o comitê de supervisão organização concluiu que, embora esses membros tenham se esforçado mais em junho, ainda não é o bastante. Isso acarretou no excesso de produção do petróleo em maio, que totalizou 1,26 milhão de barris por dia, o que prejudicou os esforços dos países.

Ademais, os retardatários da Opep produziram 380.000 bpd em excesso no mês passado, portanto, precisarão compensar o feito com cortes extras entre julho e setembro.

O grupo se reúne amanhã, e o mercado especula que a aliança possa exigir uma penitência extra. Além disso, a Opep+ discutirá amanhã a possibilidade de uma nova extensão dos cortes de produção, ou a redução dos mesmos.

Diante da possibilidade que pode contribuir para o equilíbrio da oferta e demanda da commodity, os futuros do petróleo tipo Brent para setembro fecharam em alta de 0,42%, a US$ 42,90 o barril, na ICE, em Londres.

Esse avanço foi ainda mais acentuado para o WTI (agosto). A referência americana subiu 0,47%, a US$ 40,29 o barril, na Nymex.

O resultado do fechamento reverte as cotações negativas do dia, pressionadas pela notícia de novas medidas para conter o avanço do coronavírus nos Estados Unidos.

Opep+ ditará o rumo dos futuros do petróleo no pregão de amanhã

De acordo com o analista da Oanda em Nova York, Edward Moya, a recomendação da Opep+ é “o grande evento de risco” para o mercado. Segundo ele, a decisão, prevista para amanhã, deve indicar a redução do corte na produção de 9,7 milhões de barris para, possivelmente, 7,7 milhões bpd.

Nesse contexto, ele acredita que os futuros do petróleo WTI não sustentarão o nível de US$ 40, caso a pandemia continue comprometendo a reabertura econômica. Dedicados aos cortes durante meses, a Arábia Saudita e outros participantes do cartel são favoráveis ao alívio nos cortes.

Por fim, o Departamento de Energia dos EUA divulga amanhã (14) os dados oficiais sobre os estoques norte-americanos da semana passada.


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