Mercados

Futuros do petróleo fecham em leve queda e recua na semana

Por Fast Trade
25 setembro 2020 - 17:25 | Atualizado em 25 setembro 2020 - 18:14
exportação de petróleo

Os contratos futuros do petróleo encerraram o pregão desta sexta-feira (25) em leve queda e acumularam perdas superiores a 2% ao longo da semana.

As referências foram fortemente pressionadas pelas incertezas sobre a retomada da demanda por energia, mas também pela curva crescente de casos do novo coronavírus.

Diante disso, diversas partes do mundo levou a adoção de novas medidas de restrição à atividade econômica, o que elevou a aversão ao risco.

Ademais, o fortalecimento do dólar frente aos seus pares, em um cenário pressionado pelos temores sobre a economia mundial, seguiu pressionando os futuros do petróleo.

“Esses desdobramentos apoiam nossa visão de que as incertezas quanto à demanda vão manter o petróleo preso em uma faixa muito estreita até o fim do ano”, declarou em relatório a Capital Economics.

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Os futuros do petróleo tipo Brent para novembro declinaram 0,04%, aos US$ 41,92/barril. Apesar da queda residual, a referência recuou 2,85% no acumulado da semana.

Já o West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês recuou 0,14%, a US$ 40,25 por barril no dia e -2,09% na semana.

“A maioria dos mercados de ações viu um sell-off nesta semana e o dólar norte-americano se fortaleceu, à medida que um aperto nas medidas de contenção de vírus na Europa reacendeu os temores de que a incipiente recuperação econômica pode estagnar ou até mesmo entrar em reversão”, comentou a economista-chefe de commodities da Capital Economics, Caroline Bain.

Sobre o câmbio, vale destacar que a cautela direciona os investidores à segurança do dólar, que, ao se valorizar, eleva as cotações da commodities.

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Cautela e as cotações dos futuros do petróleo

Por um lado, o movimento de perdas deu uma trégua nos últimos três dias, mas a valorização foi pequena perto da desvalorização apurada na segunda-feira.

Catalisador do alívio, o Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos confirmou na quarta-feira (23) uma contínua queda nos estoques de petróleo do país.

Hoje, inclusive, a Baker Hughes divulgou que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA subiu para 183 na última semana.

Em contrapartida, o Commerzbank avalia que as perspectivas para o mercado ainda são negativas.

Por fim, o estrategista-chefe de mercado da SIA Wealth Management, Colin Cieszynski, disse ao MarketWatch que o atual cenário potencializa as dúvidas sobre o que uma segunda onda poderia representar para a economia global.

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