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Fundo eleitoral tem aumento de 48% em 2020 para R$ 2,5 bilhões, aponta jornal

Por Eloiza Amaral
03 setembro 2019 - 11:30
Congresso Nacional precisará aprovar orçamento mínimo para gastos da saúde

Segundo previsão do Governo Federal, o fundo eleitoral, destinado ao financiamento de campanhas de candidatos a prefeituras e câmaras municipais nas eleições, contará com R$ 2,5 bilhões em 2020, informou o jornal O Globo nesta terça feira (03).

O valor é 48% maior do que o disponibilizado aos candidatos nas eleições de 2018, quando os partidos receberam R$ 1,7 bilhão da União.

O aumento consta no projeto de lei orçamentária para 2020, entregue ao Congresso na última sexta feira (30). O valor, no entanto, fica abaixo do que foi sugerido por parlamentares no início do mês, de R$ 3,7 bilhões.

Parlamentares do centrão e oposição querem aumentar o fundo com até 30% do valor das emendas impositivas de bancadas, que é de R$ 6,7 bilhões para o ano que vem. Como as bancadas estaduais reúnem diferentes partidos, geralmente esse valor é destinado para obras estaduais.

‘’Teremos uma eleição que encarece muito e por isso deveria ser maior o fundo. Não é dinheiro da saúde, da educação. Vamos usar um dinheiro que os próprios parlamentares destinam por emendas’’, disse Paulinho da Força, deputado do Solidariedade, um dos articuladores do projeto ao UOL.

Já o líder do partido Novo, Marcel Van Hattem (RS), é contrário ao projeto, e tenta articular com membros do Cidadania maneiras de barrar a proposta. ‘’ O dinheiro público tinha que ser usado para áreas básicas. Essa articulação que está acontecendo é só em benefício desses partidos. Se tiver dinheiro de fundo partidário que seja usado para realmente fins de manutenção do partido e não para contratar advogado e pagar contador’’, afirmou.

O aumento do fundo também sobrou para o presidente da República, Jair Bolsonaro, que rebateu críticas pelo Twitter. Bolsonaro disse que “o governo apenas cumpriu determinação (fundamentado em Lei), da presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Min. Rosa Weber”.


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