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Ferreira Junior decide continuar e Eletrobras dispara com expectativa por capitalização

Por Bruna Santos
02 janeiro 2019 - 14:49
arrecadação com Eletrobras

O atual presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, aceitou permanecer à frente da companhia para tocar a capitalização iniciada no passado. Uma vez que Ferreira já cumpre mandato à frente da estatal, não há necessidade de publicação oficial sobre o convite que já foi confirmado.

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Além disso, o ministro Bento Albuquerque afirmou na cerimônia de transmissão do cargo realizado nesta quarta-feira (2) que o Ministério de Minas e Energia (MME) comunicou que vai dar continuidade ao processo já em curso. A cerimônia contou com a participação de militares, familiares do novo ministro, além de agentes do setor e líderes de entidades, como o presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Rui Altieri e o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Barata.

“Previsibilidade, estabilidade regulatória e jurídica e governança, esses três conceitos serão compromisso e instrumento de nossa gestão”, afirmou Albuquerque em seu discurso após integrar o posto entregue pelo ex-ministro Moreira Franco.

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Após o discurso, o mercado reagiu à fala do ministro e impulsionou positivamente as ações da Eletrobras. Ao final da manhã desta quarta-feira, os papéis da companhia elétrica dispararam e lideraram os ganhos do Ibovespa.

Quando era, aproximadamente, 12h25, Eletrobras ON operava em alta de 9,53%, a R$ 26,58, e Eletrobras PNB subia 8,63%, a R$ 30,60 e juntos compunham os dois melhores desempenhos do Ibovespa, respectivamente.

No mesmo horário, o índice tinha ganho de 0,92%, aos 88.693 pontos.

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Segundo apontamentos do Valor Econômico, um gestor que optou por não ser identificado, ressaltou que a Eletrobras é, entre as estatais, o papel que tem mais ganhos à frente e é a preferida no investimento da gestora, já que está entre as companhias mais descontadas da bolsa.

As estatais tiveram um bom desempenho no ano passado e, mesmo com a alta firme dos papéis em 2018, de cerca de 20%, há mais ganhos da ação caso aprovada a privatização e, especialmente, com a confirmação de Ferreira Júnior no comando da companhia.

O executivo que não quis ser identificado também classificou como fundamental a sinalização dada pelo novo ministro sobre a continuidade ao processo de capitalização da companhia (considerado, na prática, uma privatização por envolver a perda de controle da União).

Para ele, há uma vantagem no fato de Albuquerque já ter experiência de diálogo com o Congresso Nacional. O projeto de lei (PL) que trata do tema teve a tramitação interrompida após inúmeras obstruções impostas pela oposição ao governo na Câmara.

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O modelo de capitalização ainda está indefinido e, após a confirmação de permanência, Ferreira Júnior destacou que acredita na permanência do atual modelo, mas que isso será discutido com o novo governo que tomou posse na última terça-feira (1), pois depende do ritmo em que se pretende aprovar o PL.

Ferreira Junior também comemorou a indicação dada pelo novo ministro, em discurso, de que pretende dar continuidade aos projetos de usinas nuclear – posicionamento que também implicou em um avanço nos resultados da companhia na bolsa brasileira.

A Eletrobras já vem se manifestando a favor do projeto de conclusão de Angra 3 e disposta a dedicar seus esforços a concluí-la. No discurso mencionado por Ferreira, Albuquerque disse que “o Brasil não pode se entregar ao preconceito e à desinformação”.

A previsão é que ambos se encontrem na semana que vem para discutir os novos detalhes do processo em questão.

Embora este assunto esteja em destaque muito em função do próprio governo de Jair Bolsonaro que tem defendido novas reformas, novas práticas estão sendo pensadas para serem implementadas por Ferreira Junior.

A agenda do executivo está cheia de pautas que vão muito além da desestatização da holding como, por exemplo, a diminuição do endividamento da estatal, a venda de ativos de menor porte de geração de energia eólica e transmissão, o aumento da governança e redução de custos.

Ainda em destaque nesta quarta-feira, a Eletrobras comunicou a assinatura do termo de adesão ao acordo de leniência firmado entre o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) e a Odebrecht, no último dia de 2018.

Com base nesse documento assinado, ficou definido que a Eletrobras e suas empresas devem receber o equivalente a R$ 162 milhões (com correções previstas), em virtude das participações acionárias nas usinas hidroelétricas de Santo Antônio e de Belo Monte, obras em que foram constatados pagamentos de propinas a autoridades.

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