Política

Falas de Bolsonaro: tarifa de energia “normal” e privatização da Petrobras

Por Fast Trade
15 outubro 2021 - 06:57 | Atualizado em 15 outubro 2021 - 08:23
Risco-país
Candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, conversa com economista Paulo Guedes durante evento no Rio de Janeiro 06/08/2018 REUTERS/Sergio Moraes

Em um evento da Igreja Evangélica Comunidade das Nações, em Brasília, o presidente Bolsonaro afirmou que determinará a volta da tarifa “normal” da energia elétrica em novembro. Além disso, o presidente questionou as pressões por causa dos preço dos combustíveis e afirmou ter vontade de privatizar a Petrobras.

Atualmente, o Brasil se encontra na bandeira tarifária de energia elétrica chamada de “tarifa escassez hídrica”. Essa modalidade foi criada exclusivamente para o atual cenário e representa, portanto, custo adicional de R$ 14,20 por 100 kWh.

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De acordo com o Presidente, por causa do início das chuvas, será possível diminuir a tarifa ao nível sem custo adicional já em novembro. Inicialmente, o plano era ficar até abril de 2022 na tarifa de escassez hídrica.

“Meu bom Deus nos ajudou agora com chuva. Estávamos na iminência de um colapso”, disse Bolsonaro.  “Vou pedir para ele [Bento, Ministro das Minas e Energia]. Pedir, não, determinar que ele volte à bandeira normal a partir do mês que vem”, completou.

Privatização da Petrobras

Já no caso da Petrobras, o presidente voltou a se queixar sobre as críticas que recebe diante dos preços elevados dos combustíveis. “Aumenta o gás de cozinha e a culpa é minha, apesar de ter zerado o imposto federal, coisa que não acontece por parte de muitos governadores”, disse durante o evento.

Com efeito, Bolsonaro afirmou que tem vontade de privatizar a petrolífera. “Tenho vontade, vou ver com a equipe econômica o que a gente pode fazer”, declarou. “Eu posso interferir na Petrobras? Posso, mas não devo. Se interferir, vou responder por crime de responsabilidade”, acrescentou.

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No mesmo dia, o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, fez declarações ainda nesse sentido. “Eu acho que no futuro, aí para frente, a Petrobras terá que ser colocada no mercado. De forma que a gente rompa essa estrutura de monopólio, que no final das contas termina por prejudicar o país como um todo”, afirmou.

De acordo com o vice-presidente, o projeto para fixar o ICMS dos combustíveis aprovada na Câmara “[…] é uma medida paliativa. Na realidade, todos nós sabemos, o combustível está caro no mundo inteiro”.

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