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Exterior turbulento; projeção de PIB global reduzido; reforma da Previdência avança e mais

Por Pablo Vinicius Souza
10 abril 2019 - 10:38

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a expectativa de expansão do PIB para 2019, deixando o mercado ainda mais cauteloso.

Impactando negativamente os principais índices globais, o clima negativo do exterior ganha fôlego nesta quarta-feira (10).

Aqui, o relator da reforma da Previdência concedeu o aval para o avanço da proposição junto a CCJ.

A sessão que marcou a votação para a próxima semana, foi marcada por um novo tumulto.

Houve suspeita até de deputado armado.

Mercado global afeta bolsas asiáticas que fecham mistas; índices europeus operam em alta

Prestes a solucionar sua crise econômica com a China, os Estados Unidos iniciam uma nova disputa tarifária.

Ontem, o presidente Donald Trump confirmou a possibilidade de tarifar US$ 11 bilhões em importações da União Europeia.

A retaliação aconteceria em razão dos subsídios concedidos à fabricante de aviões Airbus, que tem sede na França.

Investidores também acompanham a redução na projeção do PIB global para o ano, realizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com o Fundo, a desaceleração econômica mundial tem se revelado mais intensa que o previsto.

A redução foi de 3,5% para 3,3%.

As novidades impactaram os principais índices acionários asiáticos, que fecharam a sessão desta quarta-feira (10) sem direção única.

Apesar do clima externo, as bolsas operam em alta na Europa.

Investidores aguardam a decisão sobre a concessão de uma nova extensão do período para o Brexit.

Paralelo a isso, o Reino Unido viu sua produção industrial expandir acima do previsto.

Na Oceania, a Dow Jones Newswires indicou que a bolsa australiana ficou no azul pelo terceiro pregão seguido, embora a alta tenha sido apenas marginal.

Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais para esta quarta-feira

Esta quarta-feira (10) marca a publicação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, nos Estados Unidos.

O país conhecerá ainda o Índice de Preços ao Consumidor.

Em nossa agenda doméstica, o destaque vai para o FIPE, que divulgou o Índice de Preços ao Consumidor de abril.

O mercado conhecerá ainda a primeira prévia do IGP-M de abril, pela FGV e o IPCA de março, pelo IBGE.

Na Europa, o Banco Central Europeu publicará uma nova decisão quanto a política monetária.

Mário Draghi, presidente do BCE, deve prestar maiores esclarecimentos sobre a decisão.

1000 em um

Se os últimos dias foram mais mornos e sem tantas novidades, hoje é dia de super quarta-feira. Banco Central Europeu com Draghi, ata do FED, reunião extraordinária do Conselho Europeu sobre o Brexit, inflação nos EUA, além de outros dados de atividade. Tudo isso em apenas um dia, que promete trazer volatilidade diante de cada sinalização que demonstre fraqueza da economia global.

Por aqui, o petróleo em alta e o (finalmente) acordo da cessão onerosa são os impulsos para vermos uma das empresas mais relevantes de nosso índice, a Petrobras, em escalada e com isso, puxando o Ibovespa para cima. Apesar dos 100 dias de Bolsonaro ainda não terem surtido os efeitos esperados – são mais polêmicas e tweets do que realizações – a esperança de que teremos avanços importantes, como a aprovação da reforma da Previdência, prevalece. Os investidores seguem confiantes de que teremos “menos Brasília e mais Brasil” e que a curva de aprendizado vire para articulações políticas e mais projetos.

Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

Vice-presidente está confiante que reforma da Previdência será aprovada até agosto

Muito ainda se discute sobre quando a reforma da Previdência será aprovada.

Atualmente na CCJ, a primeira instância pela qual a PEC precisa passar, a reforma ainda tem um caminho a trilhar.

A sessão na comissão foi tumultuada em meio a tratativas sobre a reforma, com suspeita até de deputado armado.

O relator da PEC, deputado Marcelo Freitas, no entanto, concedeu o aval para o avanço da proposição junto à CCJ.

Agora, o texto deve ser votado pelos 66 deputados da comissão, na próxima quarta-feira (17).

Para Hamilton Mourão, vice-presidente, a reforma deve ser aprovada pelo Congresso até “o fim de julho ou início de agosto”.

Mourão concedeu uma entrevista à Bloomberg TV e comentou ainda as alterações já esperadas que sejam promovidas por parlamentares.

Para ele, gerar uma economia fiscal de R$ 850 bilhões em 10 anos ainda seria “bom para o País”.

Como ideal, o vice-presidente defende a proposta que geraria R$ 1,1 trilhão (“US$ 260 bilhões”) originalmente previsto pela equipe econômica.

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Sistema S: PEC é inviabilizada após senadores recuarem e retirarem sua assinatura

A alteração do Sistema S, apresentada pelo senador Eduardo Braga, unificaria regimes jurídicos das entidades ligadas ao sistema.

Um dos pontos principais impossibilitava os recursos de serem destinados para finalidade não vinculada aos objetivos institucionais de cada organização.

Inicialmente, o projeto havia arrecadado 31 assinaturas no Senado. Agora, no entanto, seis senadores voltaram atrás.

As justificativas variavam, mas as retiradas das assinaturas encerraram a tramitação do projeto.

De acordo com o Estado, a juíza Selma sentiu necessidade de estudar melhor o assunto.

 “Neste momento, sem se aprofundar mais no tema, não seria uma decisão prudente”, afirmou, por meio da assessoria de imprensa.

Embora tenha voltado atrás, a senadora pode ainda tornar a assinar o projeto “assim que tiver mais fundamentos”.

“Terceira via” sobre 2ª instância ganha força no Supremo Tribunal Federal após adiamento

O debate sobre prisão após condenação em 2ª instância foi adiado, a pedido do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB).

Há especulação de que o “tempo extra” permitirá aos ministros uma nova oportunidade de costurar o acordo.

Proposta em 2016, a prisão ocorreria após condenação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), 3ª instância do Poder Judiciário brasileiro.

A informação foi veiculada pelo Terra, que ouviu juristas sobre o assunto.

Para eles, a hipótese foi sustentada depois que o Supremo cancelou a sessão extraordinária para tratar do assunto nesta quarta-feira.

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Mário Vilalva é o segundo presidente da Apex demitido pelo governo Bolsonaro

Ontem, o Itamaraty notificou a exoneração de Mário Vilalva, presidente da Apex-Brasil.

Ernesto Araújo afirmou que a exoneração faz parte “do processo de dinamização e modernização do sistema de promoção comercial brasileiro”.

Não se sabe ainda quem assumirá o cargo como novo presidente da Apex.

Vilalva havia assumido o cargo após Alexandre Carreiro ser demitido sete dias após sua nomeação.

Governo Bolsonaro cumprirá promessa de modificar teto da Lei Rouanet; teto será de R$ 1 mi

Atualmente, a lei prevê a apresentação de 16 projetos por ano – e por proponente.

Cada projeto detém de um teto de R$ 60 milhões.

Esse teto, no entanto, poderá sofrer uma modificação drástica a partir do governo Bolsonaro.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente afirmou que limitará o teto da Lei Rouanet a R$ 1 milhão.

Não ficou claro, no entanto, se o teto irá se referir a projetos ou a proponentes.

“Tem gente do setor artístico que está revoltada e quer algumas exceções. Eu acho que não tem que ter exceção nenhuma.”

“Revogaço”: após estudo, governo revoga 250 decretos de caráter normativo

Desde a posse do governo Bolsonaro, quase 30 mil documentos foram analisados.

Como resultado, 250 decretos de caráter normativos são revogados em até 18 meses.

O trabalho contemplou decretos editados entre 1889 e 2019.

Quem confirmou a informação foi o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros.

“Essa é a primeira fase de um processo contínuo que objetiva simplificar a pesquisa e reduzir o arcabouço normativo existente ao necessário”, disse Rêgo Barros.

Segundo o portal de notícias Terra, a ação será formalizada amanhã, 11, dia que marcará os 100 dias do governo.

Acordo entre União e Petrobras renderá US$ 9 bi para petroleira com cessão onerosa 

A fim de definir o futuro da cessão onerosa, o governo e a Petrobras tentaram entrar em um acordo.

Dessa vez, a revisão do contrato, assinado em 2010, agradou aos dois lados.

Ontem (9) a noite, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque divulgou, após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o fim das tratativas.

Primeiramente, a União efetuará um pagamento à estatal no valor de US$ 9,058 bilhões, até o fim deste ano.

Esse valor está fixado ao câmbio de R$ 3,72.

Daqui para frente, novos encontros acontecerão para dar continuidade na negociação.

Na próxima quarta-feira (17), o colegiado tratará da venda do volume excedente de óleo aos 5 bilhões de barris.

A quantidade está prevista em contrato.

Além disso, o megaleilão está previsto para acontecer no dia 28 de outubro.

Serão ofertadas quatro áreas do pré-sal (Atapu, Búzios, Itapu e Sépia) pelo regime de partilha de produção.

Segundo o Valor, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgará em 6 de junho a minuta do edital.

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