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Exportações brasileiras podem recuar 11% a 20% em 2020, estima Ipea

Por Bruna Santos
29 abril 2020 - 07:14 | Atualizado em 29 abril 2020 - 11:56
superávit da balança comercial

As exportações brasileiras devem seguir o fluxo do comércio internacional e retrair de forma considerável este ano. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a perspectiva é de uma contração entre 11% a 20%.

Enquanto o mundo permanece isolado por causa da pandemia do novo coronavírus, muitas localidades permanecem com seus estoques cheios. Desse modo, as vendas do Brasil devem ficar abaixo dos US$ 200 bilhões, contra US$ 225,4 bilhões exportados em 2019, segundo o Ministério da Economia.

Tumultuado desde o começo do ano, o petróleo deve ser o grande responsável pela queda nas exportações brasileiras em 2020. Conforme o cenário projeto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), os técnicos do Ipea calcularam uma queda de 39,8% na exportação da commodity este ano.

Posteriormente, o petróleo deve se recuperar cerca de 11,7% em 2021.

Assim como o petróleo, o minério de ferro sofreria com a queda da demanda e dos preços, mas de forma menos dramática. Assim sendo, a queda nas exportações da commodity giraria em torno de 15,0% em 2020 e alta de 7,5% no ano seguinte.

Em contrapartida, as exportações brasileiras de agropecuários não devem ser tão afetadas, segundo mostrou o Ipea. A soja, por exemplo, deve exportar -0,5% este ano, seguida de alta de 13,0% em 2021. Do mesmo modo, o complexo carnes recuaria 5,5% em 2020, mas avançaria 11,5% em 2021.

Vale destacar que o Peru recém confirmou ao Ministério da Agricultura a habilitação de oito novas plantas brasileiras para exportar carnes bovina, mas também de aves a seu mercado, que já estava aberto, segundo informou o Valor Investe.

Por fim, a estimativa é de queda de 20% para as importações, que podem contabilizar cerca de US$ 140 bilhões.

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