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Exportações brasileiras ficaram 12,3% mais rentáveis em 2018, diz Funcex

Por Eloiza Amaral
07 março 2019 - 16:13
superávit da balança comercial

Após dois anos consecutivos com queda nas vendas externas, a rentabilidade média das exportações brasileiras aumentou 12,3% em 2018. Em 2016 a rentabilidade caiu 8,2% e no ano seguinte 1,2%, gerando um acúmulo negativo de 9,4% no biênio.

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A desvalorização de 14,5% na taxa câmbio nominal foi fundamental para este aumento. Em relação ao fator de rentabilidade, que é a razão entre os índices de preços das exportações e o custo de produção, houve uma queda de 1,8% no ano passado. Segundo cálculos da Fundação Centro de Estudos e Comércios (Funcex), isso aconteceu porque a alta de 7,1% no preço de produção superou o crescimento médio de 5,1% das exportações.

“Neste momento, o que se espera é que a taxa média de câmbio do ano fique próxima ao nível que está atualmente. Ainda há uma perspectiva de leve valorização do real com a aprovação da reforma Previdenciária, embora o andamento do conflito entre China e Estados Unidos seja um fator que pode provocar maiores oscilações no câmbio”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

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Fazendo a divisão por seções, em 2018, o índice de rentabilidade cresceu tanto para atividades industriais quanto para a indústria não extrativa e indústria de transformação. De acordo com o boletim, no entanto, a maior evolução concentrou- se na indústria extrativa.

Welber Barral, ex secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, disse em entrevista ao Valor Econômico que além do câmbio, o cenário internacional será determinante para a rentabilidade do exportador. ‘’O comércio internacional tem crescido em ritmo menor do que o PIB, ao contrário do que aconteceu em décadas passadas. Por isso o cenário não é propício para novos mercados’’, afirmou.

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Sobre as atividades gerais medidas pelo índice, 25 dos 29 setores pesquisados apresentaram crescimento, sendo que os de maior avanço foram:

Extração de petróleo e gás natural +45,3%
Celulose, papel e produtos de papel +24,8%
Metalurgia + 19,2%

Os únicos quatro setores que apresentaram perdas foram:

Couros, artefatos de couro e calçados -4,5%
Impressão e reprodução de gravações -11,8%
Produtos farmoquímicos e farmacêuticos -3,4%
Outros equipamentos de transporte -11,3%

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