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EUA indica Argentina e Romênia para a OCDE e quebra promessa ao Brasil

Por Eloiza Amaral
11 outubro 2019 - 11:36
Foto: Mauro Pimentel

Foto: Carlos Barria

Em uma carta enviada a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), os Estados Unidos reiteraram o apoio à Argentina e à Romênia para assumir uma vaga no órgão.

O governo Trump também se opôs a ampliar o número de membros da organização, o que barra as pretensões do Brasil. Os americanos haviam dito anteriormente que apoiaram a entrada do governo brasileiro na OCDE.

Durante a visita de Jair Bolsonaro à Casa Branca, em março, Trump anunciou apoio à candidatura brasileira, e esse foi considerado o grande trunfo do presidente na viagem. Para isso, ficou acertado que o Brasil deveria abrir mão do tratamento especial recebido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Vale ressaltar, que todos os países considerados em desenvolvimento, como o Brasil, recebem tratamento especial na OMC, que tem 164 países-membros.

O governo Trump é contra a ampliação da OCDE, pois considera que a entrada muito rápida de novos membros desvirtuaria a organização, que ficaria inchada e sem propósito. Logo, o Brasil foi enganado duas vezes, pois os americanos disseram em março que flexibilizariam a decisão diante das pretensões brasileiras

Já a União Europeia, por outro lado, defende uma expansão acelerada da OCDE, e apoiam integralmente a candidatura do Brasil.

Existem prós e contras na entrada do Brasil na OCDE, como por exemplo, o país se tornaria mais atrativa e haveria mais investimentos estrangeiros e exportações. Por outro lado, esta inserção geraria custo adicionais ao país, que teria que contribuir com a instituição e não se encontra num momento econômico favorável.


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