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Estrategista da Levante recomenda compra de Itaú (ITUB4)

Por Rafael Bevilacqua
16 outubro 2018 - 10:51

Estrategista da Levante recomenda compra de Itaú, e já lucra mais de 10% em pouco mais de 1 mês, e endossa que tem espaço para ganhar mais

Banco Itaú (ITUB4) – Feito para você!

O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil em termos de ativos, com ampla atuação na atividade bancária: banco comercial (conta corrente, financiamentos, cartões de crédito e operações de câmbio), banco de investimento, seguradora, administradora de recursos e corretora de valores. O Itaú é a maior empresa em participação no Ibovespa (13,5%) somando com a Holding Itausa.

O case de Itaú está inserido em um cenário de crise que descrevi acima. As instituições privadas passaram por um momento de concorrência irracional dos bancos públicos, mas mesmo nesse cenário de redução de carteira de crédito conseguiram crescer lucro com melhores de custos, reduzindo inadimplência e aumentando a receita com outros serviços, como cartões e seguros.

Portanto, com a melhora do ciclo econômico, os bancos privados (especialmente o Itaú) devem se beneficiar desse momento. Os principais pontos de minha recomendação são:

  1. Vantagens competitivas: o poder da marca do banco Itaú e o efeito rede da sua base de clientes
  2. Liderança de mercado e investimento em tecnologia
  3. Alto retorno sobre o patrimônio (ROE): acima de 20% ao ano
  4. Crescimento de lucro líquido de 8% em 2018 (projeção do banco)
  5. Pagamento recorrente de dividendos
  6. Banco muito bem capitalizado conforme o índice de Basiléia: 13,5%, versus índice mínimo exigido de 8%

Minha projeção é que o Itaú consiga atingir a previsão de crescimento da concessão de crédito em 2018, que é de 4,0% a 7,0% no ano, pois a carteira de crédito total teve crescimento de 6,1% em relação ao segundo trimestre de 2017, impulsionada pelo crescimento das operações na América Latina.

Acreditamos que este é o principal risco para o resultado do Itaú em 2018.

Neste caso, o resultado do Itaú para 2018 e 2019 ainda deve ser impulsionado pela redução dos gastos com as provisões contra calotes. Com isso, o banco estima gastos entre R$ 12 e 16 bilhões em 2018, uma queda de até 33%.

Em suma, o Itaú é um banco extremamente bem gerido e focado em custos, que conseguiu ter um crescimento no lucro durante a pior crise da história brasileira e agora vive um momento de retomada do crédito e redução da inadimplência.

Além disso, paga dividendos – ultimamente a taxa de dividend yield vem crescendo, já que não há a necessidade de capital.  O banco também opera a um múltiplo de preço/lucro próximo a 10X, o que é barato, por isso deve entregar um retorno sobre o capital acima de 20% nos próximos anos. Ou seja, é uma ação de qualidade exposta ao mercado interno, ótima opção para se ter nesse momento de virada no ciclo econômico.

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