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“Estamos caminhando na direção do grau de investimento”, diz ministro

Por Pablo Vinicius Souza
11 agosto 2019 - 09:46
Ata do Copom

“Eu não tenho dúvida de que nós estamos caminhando na direção do grau de investimento”, declarou o ministro da Infraestrutura.

Em conferência com oficiais do Exército, o ministro Tarcísio Gomes de Freitas afirmou que estamos recuperando “em todos os indicadores”.

“A chave já virou […] e merecemos uma reclassificação de nota de risco pelas agências de rating”, disse ele ao afirmar que o Brasil deve retornar ao grau de investimento.

Essa classificação é concedida por agências de risco especializadas e que garante o aporte de mais recursos estrangeiros no país.

Sob o mesmo ponto de vista, o Tarcísio pontuou a aprovação da reforma da Previdência na Câmara como exemplo favorável.

Além disso, as novas e recentes concessões na área de infraestrutura (portos, aeroportos, ferrovias e rodovias) foram lembradas por ele.

Entre os destaques está a Ferrovia Norte-Sul, entre Porto Nacional (TO) e Estrela D´Oeste (SP), vencida pelo grupo Rumo S.A..

A respectiva ferrovia ligará o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos, em São Paulo.

Da mesma forma, Tarcísio abordou os investimentos que vão ocorrer a partir dos leilões de campos de petróleo, a partir da entrada de novas companhias aéreas, assim como das concessões no sistema de cabotagem.

Retorno ao grau de investimento trará mais recursos estrangeiros

No setor ferroviário, por exemplo, está previsto um aumento mais expressivo no volume de cargas transportadas nos próximos anos. De acordo com o Valor Econômico, tudo isso deverá atrair mais recursos estrangeiros para o Brasil.

Ademais, projetos e investimentos no transporte sobre trilhos a fim de unir o país de ponta a ponta, isto é, com a integração entre malhas ferroviárias já existentes e outras em construção.

Esses projetos deverão otimizar o escoamento da produção agrícola, industrial e mineral, com maior rapidez e menores custos.

“É um aumento de capacidade que vai levar a participação do modal ferroviário no Brasil dos atuais 15% para 29% a 30% em oito anos”, explicou ao Valor.

“E aí a gente vai reequilibrando a matriz [de transportes], proporcionando oferta e jogando o frete para baixo”, destacou.

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Nesse sentido, o Governo Federal publicou na última quarta-feira (7) o Decreto n° 9.957, que regulamenta a relicitação dos contratos de parceria nos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário.

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