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Estados Unidos ameaça impor novas sansões à China por importar petróleo iraniano

Por Eloiza Amaral
11 julho 2019 - 16:47
Sexta-feira de cautela

Os Estados Unidos estão analisando cobrar sansões secundárias da China após o país asiático importar mais de um milhão de barris de petróleo do Irã no mês passado, o que complica as negociações entre as potências.

Em um discurso recente, o conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, John Bolton, anunciou que “todas as exceções significativas de redução nas vendas de petróleo iranianas foram reduzidas a zero’’.

Como parte de sua política de “pressão máxima” sobre Teerã, um reflexo dos entraves causados pelo programa nuclear americano, o governo Trump tem tentado reduzir as exportações iranianas de petróleo e deixá-las praticamente nulas.

Os Estados Unidos retiraram-se no ano passado do acordo nuclear com o Irã, formalmente conhecido como Plano de Ação Integral Conjunto, mas ainda não encontraram um caminho diplomático à frente com o aumento das tensões.

De lá para cá, as tensões só vêm crescendo. No mês passado o Irã abateu um drone americano sob alegação de que o equipamento sobrevoava seu território, o que foi negado pelos Estados Unidos.

Na ocasião, o jornal The New York Times, apontou que Trump teria aprovado ataques militares contra o Irã em retaliação a derrubada do drone, mas desistiu de lançá-los. “Autoridades militares e diplomáticas esperavam pelo ataque e estavam fazendo os planejamentos após intensas discussões e debates na Casa Branca entre as principais autoridades nacionais de segurança e líderes do Congresso, segundo altos funcionários do governo envolvidos ou informados sobre as deliberações”, informou o jornal.


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