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“Escravo da lei”, diz Bolsonaro sobre possibilidade de sancionar fundo eleitoral de R$ 2 bi

Por Bruna Santos
20 dezembro 2019 - 10:09

Após dar indícios de que vetaria o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para 2020, aprovado por senadores e deputados, o presidente Jair Bolsonaro falou em sua tradicional live nas redes sociais que é um “escravo da lei”, portanto, deve sancionar a medida prevista no Orçamento.

“A minha opinião é que não tem que ter dinheiro para fundo eleitoral para ninguém“, declarou em discordância dos recursos.

Para explicar o posicionamento contrário ao que acredita, Bolsonaro lembrou que o fundo eleitoral está previsto na Constituição Federal.

Desse modo, caso o Congresso entenda que o veto atenta contra dispositivo constitucional, um processo de impeachment poderia ser instaurado contra o presidente da República.

Ainda não foi batido um martelo sobre o assunto que é “extremamente delicado”, conforme ressaltado por Bolsonaro.

Embora o parecer preliminar de sua assessoria jurídica é pelo veto, ele aguarda o parecer final para anunciar sua decisão.

Alvo de críticas do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que teria afirmado que o próprio presidente propôs o montante recém aprovado para o fundo eleitoral no Congresso, o presidente aproveitou a transmissão ao vivo para esclarecer que a sugestão não foi ideia sua.

“Tinha um valor que foi fixado lá atrás e depois passou-se a ser acrescido de 30% do valor das emendas impositivas de bancada. No ano passado, foi colocado em votação para passar de 30% para 100%”, argumentou.


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