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Equipe de Bolsonaro vê urgência na aprovação da reforma da Previdência

Por Fast Trade
31 outubro 2018 - 10:39
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O futuro ministro da economia, Paulo Guedes, defendeu a urgência na aprovação da reforma da Previdência e disse que já está conversando com Jair Bolsonaro sobre trazer a proposta para discussão ainda este ano, embora reconheça que o atual ambiente político da câmara possa não ser favorável. Ele enfatiza que essa reforma já deveria ter sido aprovada anos atrás, mas que certamente faltou um cálculo político para tal e que agora paga-se um preço muito alto pois o rombo já alcançou os R$200 bilhões por ano.

O líder do governo Temer na Câmara, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), pontuou as dificuldades em articular a aprovação do projeto nas duas casas legislativas, Câmara e Senado, ao mesmo tempo, tendo em vista a grande renovação do quadro de pessoas no congresso para a próxima legislatura. Ele aponta como outro fator crítico o prazo, que além de ser muito curto para tais movimentações, ainda terá que ser conciliado com outro debate igualmente importante, que é a suspensão ou cancelamento da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Redução de Ministérios

Paulo Guedes anunciou neste terça (30) a criação do superministério da Economia, que será o produto da fusão dos atuais ministérios da Fazenda e do MDIC (Planejamento de Desenvolvimento, Indústria e Comércio). A decisão foi tomada em conjunto com o futuro presidente em uma reunião realizada na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio de Janeiro. Guedes ressalta que apesar de o setor industrial criticar fortemente a medida, ele a vê como necessidade e que pretende salvar a indústria brasileira do processo de sucateamento que vem acontecendo há mais de 30 anos.

Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que também participou da reunião, confirmou a união do Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente na mesma pasta, e acrescentou que Bolsonaro pretende cortar em outras áreas para alcançar o objetivo de reduzir os 29 ministérios atuais para formar uma gestão com apenas 15 ou 16. Até o momento, só há três nomes certos para a composição da equipe ministerial: Onyx Lorenzoni para a Casa Civil, Paulo Guedes para a Economia e general Augusto Heleno para a defesa.

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