Mercados

Empresas de capital aberto perderam, juntas, R$ 1,561 trilhão em valor de mercado no 1T20

Por Bruna Santos
02 abril 2020 - 08:19 | Atualizado em 02 abril 2020 - 11:20
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No total, as empresas de capital aberto pertencentes a Bolsa brasileira perderam, juntas, R$ 1,561 trilhão em valor de mercado.

De acordo com a empresa de informações financeiras Economatica, esse acúmulo corresponde aos três primeiros meses de 2020.

Assim também, o Ibovespa não teve bom desempenho e contabilizou seu pior desempenho trimestral da história, caindo mais de 36,86%.

O levantamento mostrou forte desvalorização das ações de empresas ligadas ao setor de turismo, como as aéreas Azul (AZUL4)Gol (GOLL4) e CVC (CVCB3). Leia mais sobre aqui.

Do mesmo modo, outras grandes empresas de capital aberto registraram um resultado negativo.

A Petrobras (PETR3/PETR4), por exemplo, perdeu R$ 223,6 bilhões, a pior perda de valor de mercado para o período.

Isso representa mais do que todo o valor de mercado da mineradora Vale (VALE3), avaliado em R$ 221,6 bilhões.

Vale lembrar que, em 2019, a petroleira foi o negócio mais lucrativo entre as empresas de capital aberto da Bolsa.

Nesse sentido, a pandemia do coronavírus não foi o único vilão responsável pela contração, mas também o impacto negativo da derrocada nos preços da commodity com a tensão entre Arábia Saudita e Rússia. Leia mais sobre o assunto.

As instituições bancárias, por sua vez, também acumularam forte perda entre janeiro e março, com destaque para o Bradesco (BBDC4), que perdeu R$ 123,1 bilhões e o Itaú (ITUB4), com perda de R$ 116,3 bilhões em valor de mercado.

Por fim, embora não tenha tido empresas de capital aberto lucrativas no 1T20, quem menos perdeu valor de mercado no período foi a Marfrig (MRFG3): – R$ 778 milhões, bem como empresas vinculadas ao setor da saúde, como a Raia Drogasil (RADL3), Fleury (FLRY3), Hypera (HYPE3) e Qualicorp (QUAL3). Todas contabilizaram redução de ao menos R$ 3 bilhões cada.


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