Economia

Empresas: abertura de novos negócios cresce até agosto e fechamento recua

Por Fast Trade
17 setembro 2020 - 16:00 | Atualizado em 17 setembro 2020 - 17:11

De acordo com o ministério da Economia, 2,152 milhões de empresas foram abertas nos oito primeiros meses de 2020, conforme os dados do 2º quadrimestre do Boletim do Mapa de Empresas, apresentado na manhã desta quinta-feira (17) pela Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital da Pasta.

O saldo representa um avanço de 0,5% na comparação de janeiro e agosto de 2019, período em que foram registradas 2,14 milhões de novas empresas.

Além disso, o fechamento de empresas recuou 14,5% na mesma base de comparação do período, para 682.750, contra 799.025 nos oito meses do ano passado.

Esses resultados foram impactados diretamente pela pandemia do coronavírus, conforme destacou o secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do ministério, Gleisson Rubin.

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O apontamento faz ainda mais sentido quando observado os dados de abril e maio, sendo abril considerado o “fundo do poço” da crise para especialistas.

“Foram dois meses de resultados bastante impactados pela pandemia. O volume de abertura esteve muito abaixo da média histórica”, disse ele. “Se considerássemos o desempenho normal em abril e maio, seguramente o crescimento seria bem maior do que 0,5%”, completou o secretário adjunto.

Por outro lado, junho e julho foram meses de forte recuperação, “o que confirma recuperação da economia em V”, segundo ele. Esse discurso que compreende uma forte queda, com retomada também pronunciada, vem sendo repetido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Leia também: Ministério da Economia: dados de junho/julho mostram retomada em “V”

Fechamento de empresas

Já os fechamentos foram influenciados principalmente pelas de isolamento social e restrição ao fluxo de pessoas que suspendeu o atendimento presencial, ressaltou Gleisson Rubin.

Vale destacar, no entanto, que a suspensão das atividades não é o mesmo que fechamento formal.

“A nossa legislação ainda hoje faz com que as dívidas da pessoa jurídica sejam sucedidas pelo CPF do titular [quando há o fechamento formal da empresa]”, explicou. “Isso pode fazer com que o empresário retarde o fechamento formal de uma empresa, com a possibilidade de voltar a funcionar mais a frente ou tenha um fechamento formalizado”, completou.

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Empresário individual

O Boletim do Mapa de Empresas mostrou ainda que 19,289 milhões de empresas estavam ativas no país até o final do mês passado. Desse total, 10,689 milhões, ou 55%, correspondiam aos microempreendedores individuais (MEIs).

Apenas no segundo quadrimestre do ano, 944,469 novos empresários individuais foram registrados, alta de 2,9% frente ao primeiro quadrimestre de 2020.

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