Dólar e índice

Em viés de queda, dólar fecha a R$5,27 no menor nível desde janeiro

Por Fast Trade
06 maio 2021 - 18:46 | Atualizado em 06 maio 2021 - 20:29

O dólar comercial fechou em queda de 1,68% nesta quinta-feira (06), na cotação de R$5,2770 na venda, no menor nível desde janeiro.

Dando continuidade à trajetória de baixa, a divisa americana reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que elevou a Selic em 0,75 ponto percentual. Desse modo, a taxa básica ficou em 3,50% ao ano.

Nesse sentido, o real apresentou o melhor desempenho no mercado internacional considerando as 34 divisas mais líquidas. Além disso, investidores de peso estão realizando um amplo desmonte de posições contra a moeda brasileira no mercado futuro, impulsionando a valorização.

Dólar e Mini dólar – Desvendando este mercado

Apesar de o posicionamento da autoridade monetária ter gerado divergências entre os analistas, é consenso que mais altas virão ao longo do ano, o que tende a forçar a recuperação do câmbio local.

Conforme as estimativas do Bank of America, haverá mais duas elevações de 0,75%, sendo uma em junho e a outra em agosto. Em contrapartida, a consultoria inglesa TS Lombard vê um grande risco de o BC ter que subir a Selic para 6,5%, devido ao risco fiscal.

Apesar disso, o banco suíço Julius Baer acredita que a taxa básica permanecerá em 5% ao final do ano, precificando possíveis turbulências no contexto macroeconômico.

Juros futuros avançam refletindo zeragem de posições

Os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas, desviando do movimento de queda apresentado desde o início do pregão. A queima do prêmio de risco nos DIs seria uma reação ao aperto monetário promovido pelo Copom e à sinalização de que haverá outro aumento na Selic.

Vale lembrar que a curva a termo já precifica a taxa básica a 6,25% ao final do ano, podendo alcançar níveis mais altos, dependendo da recuperação econômica e da inflação.

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No entanto, operadores de mercado avaliaram que a zeragem de posições nos trechos intermediários influenciou toda a estrutura, invertendo a tendência dos juros.

O DI setembro/2021 subiu a 4,05% (4,04% no ajuste anterior), o DI abril/2023 avançou para 6,84% (6,79% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 saltou para 8,03% (7,95% no ajuste anterior).

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