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Em sessão pré-Natal, destaque fica para corte de tarifas na China e relatório Focus

Por Bruna Santos
23 dezembro 2019 - 10:31

Na sessão pré-Natal, os mercados acenam menos movimento, com destaque para o corte de tarifas na China.

A Bolsa Americana continuará operando até o Natal; na véspera, os horários de negociação serão reduzidos, com fechamento às 13h. Posteriormente, o mercado voltará a ficar fechado em 1/1/2020, após uma sessão normal no último dia de 2019 (31).

Nesta manhã, os futuros de NY avançam em meio as notícias positivas sobre a redução das tarifas chinesas de importação. Segundo o ministro de Finanças da China, a expectativa é que esse corte entre em efeito dia primeiro de janeiro.

Entre os indicadores norte-americanos, o mercado vai monitorar o índice de atividade econômica e dados relativos a novembro.

Esta segunda-feira (23) marca ainda o início da paralisação formal do Congresso Nacional, com retorno para apenas 2 de fevereiro. Além disso, Bolsa de Valores brasileira não permitirá negociações de ativos nem no Natal (25), nem na véspera (25).

Desse modo, os destaques passam a ser a publicação da pesquisa Focus e da balança comercial de novembro pelo BC. No âmbito corporativo local, o destaque é a emissão de debêntures da Oi Móvel. Em processo de recuperação judicial, a Oi S.A., a maior operadora de telefonia fixa do Brasil tenta recuperar seus negócios.

Hoje pela manhã, a companhia comunicou à CVM que sua subsidiária Oi Móvel realizará uma emissão de debêntures simples com o propósito de levantar uma soma de R$ 2,5 bilhões. Conforme o comunicado, as debêntures vencerão em 24 meses a partir da data da emissão. O pagamento ocorrerá pela variação do dólar americano, acrescida de juros de 12,66% a.a. nos doze primeiros meses a partir da integralização; e 13,61% no segundo ano.

Ademais, o Banco Inter, Bradespar, Vivara, Sanepar, Cielo e JSL comunicaram o pagamento de juros sobre capital próprio aos acionistas.

Últimos indicadores econômicos do ano ganham destaque; inflação, balança comercial e mais

O ano se aproxima do fim e, com isso, os mercados ficam esvaziados dos seus principais estímulos. Nesta semana, contudo, o investidor ainda vai monitorar uma série de indicadores econômicos, entre eles a tradicional pesquisa Focus, publicada pelo Banco Central. Além disso, a instituição vai publicar dados relacionados a balança comercial brasileira semanal.

Em recente publicação, a Agência Brasil destacou que as debêntures incentivadas que financiam projetos de infraestrutura estão atraindo cada vez mais o interesse dos investidores, uma vez que as emissões desses papéis bateram recorde em 2019, contabilizando R$ 27,548 bilhões entre janeiro e novembro.

Apenas em novembro, o total emitido supera todas as emissões registradas em 2018. Na época, o lançamento de debêntures incentivadas no mercado tinha somado R$ 23,890 bilhões, segundo informou o relatório divulgado na última semana pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia.

Nos EUA, a sessão que antecede a véspera do Natal abre espaço para uma série de indicadores econômicos referentes a novembro; encomendas de bens duráveis, encomendas de bens de capital, índice de atividade para o Natal (Federal Reserve de Chicago), mas também o índice de vendas de casas novas.

No continente asiático, após a China informar que cortará tarifas de importações sobre 850 produtos a partir de 1º de janeiro do próximo ano, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, sinalizou que o governo chinês vai estudar a adoção de mais medidas para reduzir os custos de financiamento a empresas menores, incluindo cortes generalizados e específicos na taxa de compulsório, reepréstimo e redesconto.

De acordo com a Reuters, o crescimento econômico da China desacelerou para mínimas de 30 anos no terceiro trimestre. No que diz respeito a produção industrial chinesa, o indicador deve crescer cerca de 5,6% no ano, afirmou o Ministério da Indústria e da Tecnologia da Informação.

 

Eu já havia alertado em minha conta no Twitter sobre os benefícios da Selic baixa em um tuíte: “50 por cento da dívida bruta é refinanciada em até 12 meses. Ou seja, quanto menor os juros, menos o governo paga. O custo de 4,5 por cento é melhor do que 6,5 por cento e bem diferente de 14 por cento”. No final de semana, foi a vez do Estadão entrevistar o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, para comentar a diferença para as contas públicas.

A dívida pública é emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo (pagar despesas que não conseguem ser cobertas com a arrecadação de impostos e tributos), que deve fechar em 5,31 trilhões de reais, ou 73,1 por cento do PIB. Segundo novas contas realizadas pelo Ministério da Economia, o governo vai deixar de pagar 418 bilhões de reais de juros da dívida pública em quatro anos (entre 2019 e 2022). Só este ano, a economia deve ser de 68,9 bilhões de reais e ainda maior nos próximos anos. Ou seja, o custo para o financiamento do país tenderá a ficar menor.

Para o secretário, os efeitos são imediatos. Primeiro, pagamos menos, o que faz com que tenhamos redução do risco de calote do país para um patamar abaixo de 100 pontos, além da perspectiva positiva dada pela agência Standard & Poor’s há poucos dias e que, para ele, pode se tornar uma nota melhor já no próximo ano, uma vez que a dívida é um fator determinante para essas agências.

Ótima notícia para o mercado que fica ainda mais confiante com o país, e a confiança é fundamental para o momento que estamos. Com a reconquista da confiança, o empresário investe mais, as famílias gastam mais, o ciclo volta a girar para que possamos ter crescimento do PIB em 2020. Devido ao Natal, não haverá pregão amanhã (24) e quarta-feira (25).

MUNDO – O mercado financeiro deve apenas cumprir tabela nessa semana de festas de Natal. Lá fora, o pregão de amanhã funciona em horário parcial e fica fechado no dia 25. Como caminhamos para fechar um ano com boas valorizações, na casa dos 30 por cento, agora é só esperar o ajuste final. Para ajudar, o Federal Reserve e a sua injeção de centenas de bilhões de dólares feita pela distrital de Nova York deverá manter a liquidez dos mercados e não deixar que os volumes, seja tão fraco, como de costume nesta época. Com isso, o rali de Natal fica garantido – quando observamos altas nos mercados de ações nos últimos cinco dias do ano e nos dois primeiros do próximo ano.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

 

“Vamos simplificar”, disse Bolsonaro sobre a reforma tributária

Ao falar da reforma tributária, o presidente Jair Bolsonaro admitiu não ser plausível buscar pela aprovação de uma matéria “perfeita”. Promover uma simplificação tributária é o que está no horizonte do Palácio do Planalto, mas será preciso simplificar a proposta.

De acordo com Bolsonaro, o plano – passado por ele ao ministro da Economia, Paulo Guedes – é que a próxima investida não corrobore a anterior; “queriam uma reforma tributária perfeita, não se aprovava nada”, disse durante conversa com jornalistas na frente do Palácio da Alvorada.

Ao longo do recesso parlamentar, a comissão mista criada para debater a reforma continuará operando com o propósito de conciliar os textos em tramitação no Senado e na Câmara com as sugestões do governo.

Em até 90 dias, a comissão deve definir o texto da simplificação e apresentar sua proposta ainda no primeiro semestre. O prazo teve início na última quinta-feira (19), conforme o acordo estabelecido entre Guedes e os presidentes do SenadoDavi Alcolumbre e da Câmara dos DeputadosRodrigo Maia.

O chefe do Executivo destacou que a reforma não será imposta aos parlamentares; “não podemos, nem queremos impor nossa vontade”. Apesar disso, “eu acho que não tem o que discutir. A própria reforma previdenciária foi um convencimento dos parlamentares”, declarou.

Sobre o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), após “todas as alternativas estão sobre a mesa” quando se trata da volta da CPMF, Bolsonaro disse que este é um “imposto que está demonizado” e que “não se toca mais nesse assunto”.

Moro pode ser vice de Bolsonaro na chapa em 2022

O vice de Bolsonaro na chapa de 2022 ainda está indefinido, assim como a sua própria candidatura. Apesar disso, o presidente da República falou no sábado (21) sobre a possibilidade de convidar o ministro da Justiça, Sergio Moro e, consequentemente, o atual vice-presidente general Hamilton Mourão.

Embora ainda seja cedo para apostar na composição com o ex-juiz da Operação Lava Jato, destacou Bolsonaro, Moro está se adaptando à política. Além disso, “todo mundo fala” que o ministro, caso concorra à eleição presidencial de 2022, “tem muita chance”.

“Questão do vice é peça fundamental na campanha”, disse ele sobre uma possível reeleição. A ideia de compor uma chapa com o ministro da Justiça na vice-presidência foi sugerida no começo do mês pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo e amigo de Bolsonaro, Luiz Eduardo Ramos. “Agora, tem de perguntar para o Moro se ele quer, ele agora sabe o que é política”, ponderou o presidente.

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