Dólar e Câmbio

Em pregão de queda, dólar fecha a R$ 5,52 refletindo a entrada pontual de fluxo

Por Fast Trade
13 janeiro 2022 - 18:30 | Atualizado em 13 janeiro 2022 - 19:27
Créditos: shutterstock.com

O dólar comercial fechou em queda de 0,16% nesta quinta-feira (13), na cotação de R$ 5,5260 na venda, refletindo a entrada pontual de fluxo estrangeiro. No entanto, na última hora de pregão, a divisa americana se afastou das mínimas, em atenção à piora do humor global.

Isto porque, as tensões entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se acentuaram, sobretudo, depois que os EUA acenaram para a entrada da Ucrânia no acordo.

No Brasil, a correção do real ganhou força porque a moeda brasileira foi uma das mais penalizadas nas últimas semanas. Desse modo, o fluxo positivo de recursos garantiu o bom desempenho do câmbio local, em detrimento do clima de aversão ao risco no exterior.

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Além disso, o setor de serviços também contribuiu com o viés de ganhos. Divulgado hoje, o volume de serviços prestados em novembro subiu 2,4% na comparação mensal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Da mesma forma, os investidores estão assumindo posições compradas em real, evidenciando que a moeda pode engatar um movimento de forte recuperação. Uma ferramenta desenvolvida pelo Citi sinalizou a tendência, reforçando a tese de apreciação da divisa brasileira no curto prazo.

Juros futuros fecham mistos de olho nas Treasuries

Os contratos de juros futuros fecharam mistos, com os trechos curtos e intermediários registrando aumento nas taxas ao longo da curva. Os ruídos em Brasília garantiram a adição de prêmio em alguns trechos, sobretudo, após o presidente Jair Bolsonaro divulgar um decreto que dá poder à Casa Civil para tomar decisões sobre o orçamento.

Contudo, os vértices mais longos tiveram queda, apesar do dia de volatilidade e do ajuste nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). Os indicadores mais fracos nos EUA eliminaram, por enquanto, a tendência de aumento na taxa de juros já a partir de março.

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O DI junho/2022 subiu a 11,19% (11,16% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 11,76% (11,73% no ajuste anterior) e o DI abril/2025 cedeu a 11,16% (11,18% no ajuste anterior).

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