Dólar e Câmbio

Em mais um pregão de queda, dólar fecha a R$ 5 reagindo ao fluxo estrangeiro

Por Fast Trade
23 fevereiro 2022 - 18:52 | Atualizado em 23 fevereiro 2022 - 19:33

O dólar comercial fechou em queda de 0,95% nesta quarta-feira (23), na cotação de R$ 5,00 na venda, reagindo ao fluxo estrangeiro. Apesar do mau humor no cenário externo, a divisa americana encerrou no menor valor desde 30 de junho.

Novamente, os investidores viram no mercado brasileiro a oportunidade de obter altos níveis de rentabilidade, considerando o desconto dos ativos nacionais. Nesse contexto, o real liderou os ganhos entre as principais moedas globais, também apoiado pelo rali das commodities e pelo diferencial nos juros.

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Acima de tudo, diferentes analistas consideram que o câmbio ainda tem “gordura para queimar”, pois a taxa de conversão para o dólar em R$ 4,50 é vista como sendo o equilíbrio no modelo do BNP Paribas.

Ao mesmo tempo, a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) chamou a atenção ao subir 0,99% em fevereiro, superando as estimativas. Assim, o mercado interpretou que os impactos da inflação podem se prolongar no cenário macroeconômico local.

Juros futuros declinam em sintonia com o câmbio

Os contratos de juros futuros encerraram com redução nas taxas ao longo da curva, apresentando um movimento em sintonia com o viés do câmbio. Os agentes financeiros avaliaram os possíveis efeitos inflacionários trazidos pelo fortalecimento do real e isso levou a uma baixa generalizada nos vértices intermediários.

Nesse sentido, ganhou relevância a leitura do IPCA-15 de fevereiro, mostrando a piora do aumento nos preços, sobretudo, nos segmentos dos itens mais básicos.

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Contudo, ao longo da tarde, os DIs da ponta mais longa aceleraram a queima de prêmio de risco, em meio a um otimismo quanto à possibilidade de votação do projeto referentes aos combustíveis no Senado. Além disso, há uma expectativa de que haverá a inclusão de uma desoneração de impostos federais sobre o diesel e o gás de cozinha, o que também contribuiu com o alívio na renda fixa.

O DI julho/2022 caiu para 11,88% (11,92% no ajuste anterior), o DI julho/2023 recuou para 12,04% (12,22% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 declinou a 11,18% (11,31% no ajuste anterior).

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