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Em 2019, pessoas físicas mais que dobraram suas aplicações em ofertas públicas

Por Bruna Santos
13 janeiro 2020 - 09:28

As aplicações em ofertas públicas de ações, fundos imobiliários e títulos de renda fixa mais que dobraram entre os investidores pessoas físicas no ano passado.

Conforme cálculos revelados pelo Valor Investe, baseados em dados oriundos da Anbima, o investidor individual desembolsou pouco mais de R$ 49 bilhões para essas operações, montante que representa um avanço de 116% sobre os R$ 22,7 bilhões contabilizados em 2018.

Individualmente, a categoria de investimento com maior incentivo tributário, os fundos imobiliários, já atraiu em torno de 500 mil novos investidores ao longo de 12 meses até dezembro; esses fundos contaram com R$ 19,5 bilhões em aportes em 2019, frente aos R$ 9,2 bilhões do ano anterior.

Além disso, os aportes em títulos de renda fixa estruturados do tipo CRI e CRA, que também contam com a isenção de Imposto de Renda, atraíram, no total, R$ 13,7 bilhões, isto é, 80% a mais que o obtido um ano antes.

Nas aplicações em ofertas públicas de ações, o investidor pessoa física totalizou quase R$ 6,4 bilhões investidos apenas em 2019.

Esse valor corresponde a praticamente dez vezes o que foi alocado no exercício anterior, seguindo a mesma base de comparação.

Com potencial de ser ainda maior, dos R$ 90,2 bilhões atribuídos a ofertas de ações no ano de 2019 (sejam elas iniciais (IPOs) ou subsequentes), apenas R$ 35 bilhões foram realmente públicas, com participação reservada ao varejo.

Na avaliação do Valor Investe, esse avanço do investidor individual aumentou o peso desse tipo de cliente no total de compras de valores mobiliários na comparação entre 2018 e 2019, saltando consideravelmente de 9,1% para 12,4%.


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