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Eletrobras registra lucro líquido de R$ 2,71 bilhões no 1º tri; privatização segue no TCU

Por Fast Trade
17 maio 2022 - 13:06 | Atualizado em 17 maio 2022 - 14:16
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A Eletrobras (ELET3/ELET6) registrou um lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre de 2022, o que representa um avanço de 69% na comparação anual. De acordo com a empresa, os números foram impulsionados pelo desempenho financeiro no período, sobretudo, em relação aos efeitos positivos da variação cambial e do aumento de 12% na receita bruta.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no método IFRS caiu 2,7% no intervalo, somando R$ 3,752 bilhões. Ao mesmo tempo, a margem Ebitda alcançou o patamar de 41%, em um declínio de 6,1 pontos percentuais na comparação anual.

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De janeiro a março deste ano, a receita líquida da companhia elétrica totalizou R$ 9,181 bilhões, anotando um avanço de 12% em relação a igual período de 2021. Nesse sentido, o relatório explicou que este indicador foi beneficiado pela melhora do desempenho dos contratos bilaterais e pelo ajuste das receitas de transmissão.

Da mesma forma, o resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 478,1 milhões no trimestre, o que representa uma reversão de perdas financeiras no montante de R$ 583,7 milhões contabilizados nos três primeiros meses do ano passado.

Com efeito, o lucro bruto registrou crescimento, passando de R$ 5,269 bilhões no primeiro trimestre de 2021 para R$ 5,486 bilhões ao final de março. E as despesas gerais e administrativas também avançaram, somando R$ 3,052 bilhões, ante o valor de R$ 2,299 bilhões no mesmo intervalo do exercício anterior.

1T22 Eletrobras: Investimentos, dívida líquida, alavancagem e privatização

Nos três primeiros meses de 2022, a Eletrobras efetuou investimentos de R$ 523 milhões, registrando um aumento de 1% na comparação anual. Apesar disso, a dívida líquida recorrente da empresa ficou praticamente estável, totalizando R$ 20,554 bilhões.

Já a alavancagem financeira, mensurada pelo cotejo entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado, encerrou o trimestre em 1 vez, o que equivale a uma baixa de 0,9 vez sobre igual intervalo de 2021. “O destaque negativo foi o registro de R$ 1.226 milhões em Provisões para Crédito de Liquidação Duvidosa, decorrente da inadimplência da Amazonas Energia D” – detalhou o relatório da empresa.

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Por fim, sobre o processo de privatização da estatal, amanhã acontecerá o julgamento da segunda fase no Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa do governo é que a corte autorize a operação, pois, os trâmites precisam ser concluídos até agosto para não esbarrar nos prazos eleitorais.

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