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Efeitos do coronavírus no Ibovespa podem crescer

Por Bruna Santos
02 março 2020 - 08:44 | Atualizado em 02 junho 2020 - 08:42

Após uma semana de baixa, quando o Ibovespa perdeu 8,37% com o avanço do surto do Covid-19, os efeitos do coronavírus devem continuar a repercutir no mercado brasileiro. Recentemente, o Ministério da Saúde confirmou que há um novo brasileiro infectado pelo vírus. Um homem de 32 anos residente em São Paulo chegou de viagem da Itália em 27 de fevereiro.

Além disso, o câmbio segue um dos principais itens no radar. No pregão da última sexta-feira (28), a moeda chegou superou R$ 4,50. O movimento é um dos efeitos do coronavírus. Analistas apontam que as atuações do Banco Central com swaps são para suavizar o movimento e não segurar o câmbio.

Os indicadores econômicos globais ganham novo destaque após uma semana fraca e dominada pelos noticiários acerca do coronavírus. No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica na quarta-feira (4) os dados do desempenho da economia referente ao 4º trimestre e acumulado de 2019.

Há também muita expectativa para dados do relatório de emprego de fevereiro dos Estados Unidos, conhecido como payroll. Esse documento ajuda o mercado financeiro e investidores a calibrarem suas apostas para os próximos passos da política monetária norte-americana.

No quesito de balanços corporativos, os números do quarto trimestre retomam sua força após uma semana de poucos dados. Nesse sentido, não há qualquer sinal dos efeitos do coronavírus, mesmo que a doença possa reverter o ciclo de recordes para frigoríficos brasileiros, portanto, o investidor volta sua atenção para os resultados da MRV (MRVE3) e do Vulcabras Azaleia (VULC3) nesta segunda-feira (2).

Amanhã, destacam-se os números do BRF (BRFS3) e Positivo (POSI3). Na quarta-feira, CSN (CSNA3) e Arezzo (ARZZ3) chamam a atenção; B3 (B3SA3) e Natura (NTCO3) na quinta-feira (5) e, por fim, Hypera (HYPE3) e M Dias Branco (MDIA3) na sexta-feira.


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