Economia

Efeito Covid-19: economia mundial deve perder US$ 8,5 trilhões em dois anos, alerta ONU

Por Bruna Santos
13 maio 2020 - 16:00 | Atualizado em 13 maio 2020 - 17:02
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Estimativas recentes da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam uma queda de quase US$ 8,5 trilhões em produção para a economia mundial. De acordo com a entidade, a estimativa compreende os próximos dois anos e está diretamente relacionada com a pandemia do novo coronavírus.

Se confirmado, o resultado anularia todo os ganhos contabilizados nos últimos quatro anos, segundo alertou a ONU. Ademais, a ONU evidenciou no relatório “situação Econômica Mundial e Perspectivas das Nações Unidas (WESP) de meados de 2020”, divulgado nesta quarta-feira (13), sobre a situação de forte contração da economia mundial, que se depara com uma realidade que já era de anemia econômica.

Assim também, a queda – estimada para ser a maior desde a Grande Depressão da década de 1930 – substitui uma expansão global de apenas 2,1%. Nesse sentido, o Produto Interno Bruto (PIB) das economias desenvolvidas poderá declinar 5% em 2020, conforme mostrou o relatório.

Em 2021, o PIB dessas mesmas economias acena para um modesto crescimento de 3,4%. O Valor Econômico apontou, segundo o documento da ONU, que a economia nos países em desenvolvimento deverá cair 0,7% neste ano.

A desigualdade na economia mundial

Outro destaque sinalizado pela ONU é a intensificação da pobreza e desigualdade nas mais diversas regiões do globo, por causa dos efeitos da Covid-19. Segundo a organização, cerca de 90% da economia mundial está sob alguma forma de “lockdown, além de perturbações nas cadeias de suprimento.

De acordo com o documento, a economia do Brasil deve encolher 5,2% em 2020, ante alta de 1,7% estimada antes da pandemia. Posteriormente, o PIB do Brasil deve se recuperar em 2021, a uma taxa de 2,6% que supera a de 2,3% prevista em janeiro.

O Ministério da Economia reviu nesta quarta-feira sua projeção para o PIB e indicou uma contração de 4,7%, contra alta de 0,02% vista em março.

Por outro lado, a China, o maior parceiro comercial do Brasil, deverá crescer 1,7% este ano; em contrapartida, estima-se um crescimento de 7,6% em 2021.

Para o economista-chefe da ONU e secretário-geral adjunto de Desenvolvimento Econômico, Elliott Harris, “o ritmo e a força da recuperação da crise dependem não apenas da eficácia das medidas de saúde pública na redução da propagação do vírus, mas também da capacidade dos países de proteger empregos e rendas, principalmente dos membros mais vulneráveis ​​de nossa comunidade”.


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