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Eduardo Bolsonaro é destituído da presidência do PSL de SP; Payroll nos EUA e IPCA no Brasil

Por Bruna Santos
06 dezembro 2019 - 09:59
1º pregão do ano

Em poucos meses, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) passou de “possível embaixador do Brasil nos Estados Unidos” para “destituído da presidência da sigla no estado pela direção nacional do partido pelo qual foi eleito”.

A medida, conforme informado aqui no portal, se volta para os integrantes do partido que hoje são alvos de um processo no Conselho de Ética. Assim, outros 17 deputados que assinaram o manifesto contra Bivar também foram punidos.

Embora as penas possam ir de advertência até suspensão das atividades partidárias por 12 meses, Eduardo sofreu a pena mais pesada e permanecerá suspenso, conforme a decisão recomendada pela Executiva Nacional do PSL.

O registro do afastamento do deputado federal foi divulgado na véspera (5) no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No Senado, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)Simone Tebet (MDB-MS) afirmou estar disposta em colaborar para avançar com o pacote anticrime, recentemente aprovado na Câmara dos Deputados.

O andamento da matéria na Casa depende do presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) aprovou uma série de acordos nos dois dias do encontro de cúpula do bloco entre os chefes de Estado.

Entre as medidas aprovadas está o acordo que autoriza um aumento na cota para compras de turistas no exterior em até 1.000 dólares por pessoa para os quatro países integrantes.

No exterior, a sexta-feira (6) é de muita expectativa, enquanto os principais mercados globais aguardam os últimos dados do mercado de trabalho americano, conhecido como Payroll.

Além disso, os desdobramentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China continuam no radar. A previsão é que no próximo dia 15 passe a vigorar um novo aumento de tarifas impostas pelos EUA sobre alguns produtos chineses.

Após uma semana com tantas idas e vindas quanto a guerra comercial, a sexta-feira encaminha (nessas horas não podemos cravar nenhum placar) para que seja mais tranquila após Washington afirmar que as conversas estão indo bem. Mas alguns termos como o aumento das importações agrícolas por parte dos chineses e quais tarifas serão retiradas por agora ainda dão o tom. Ademais, a reunião da OPEP realizada ontem deverá reduzir a produção de petróleo, mas com pouco impacto.  Hoje, o que será determinante são os dados de emprego americano que podem balizar a tomada de decisão dos juros.

Por aqui, o destaque da manhã fica por conta da inflação, que deverá acelerar um pouco, mas ainda deixando o valor dentro da meta. Outro ponto que será analisado pelo banco central em sua decisão na próxima semana.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

IPCA de novembro; Payroll nos Estados Unidos; produção industrial alemã e mais indicadores

O IBGE divulga nesta sexta-feira (6) o IPCA de novembro, que pode ficar entre 0,30% e 0,50%.

Nos Estados Unidos, a expectativa geral é pelo relatório de emprego mensal conhecido como “Payroll”.

Economistas consultados pela Bloomberg projetam uma criação de 183 mil novas vagas e manutenção da taxa de desemprego em 3,6%.

O documento costuma influenciar as decisões de política monetária do Federal Reserve, que se reunirá na próxima semana.

Na Europa, a produção industrial alemã contraiu 1,7% em outubro ante setembro, segundo dados com ajustes sazonais publicados pela Destatis.

Esse dado frustrou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço de 0,2% na produção.

No continente asiático, o ministro de Finanças da China afirmou que o país pode cortar a sobretaxa de 25% que impôs sobre a carne suína, bem como sobre a soja americana.

O movimento está diretamente ligado a tentativa de chegar em um acordo comercial até meados de dezembro.

Ademais, o Banco Central chinês anunciou a injeção de 300 bilhões de yuanes (US$ 42,6 bilhões) no sistema bancário do país, de acordo com a agência Dow Jones Newswires.

Recesso parlamentar pode ter novas medidas provisórias elaboradas pela equipe econômica

A equipe econômica do governo federal projeta a extensão dos seus trabalhos ao longo do recesso parlamentar agora em dezembro.

De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, a equipe está trabalhando em medidas que podem ser adotadas nesse período, a fim de manter espírito de que o pacote de reformas é necessário.

Guaranys falou em evento promovido pela XP em São Paulo, mas não entrou em detalhes de quais medidas provisórias podem ser essas, nem como a execução aconteceria.

Segundo ele, a reforma administrativa está pronta, mas o governo espera o melhor momento para enviá-la para apreciação do Congresso.

Embora a intenção da equipe econômica fosse encaminhar a reforma administrativa este ano, o presidente Jair Bolsonaro decidiu dar um respiro para o Congresso e, assim sendo, deixar para enviar a reforma somente no começo do próximo ano.

Para o secretário-executivo do Ministério da Economia, a perspectiva é que a reforma seja aprovada no primeiro semestre de 2020.

As atividades parlamentares do Congresso Nacional acontecem entre 2 de fevereiro e 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro (conforme o art. 57 da Constituição Federal).

Desse modo, o chamado “recesso parlamentar” ocorre nos períodos de 18 a 31 de julho e de 23 de dezembro a 1º de fevereiro. Nesses períodos, uma comissão representativa composta por deputados e senadores são incumbidos de zelar pelas prerrogativas do Congresso suas Casas em caso de urgência.

JHSF emitirá R$ 120 milhões em debêntures simples para pagar CEPACs

A JHSF (JHSF3) aprovou uma emissão de debêntures simples em até R$ 120 milhões, com remuneração de 100% do CDI e prazo total de 10 anos.

De acordo com o recente fato relevante publicado pela companhia, seu Conselho de Administração aprovou que essas debêntures sejam utilizadas para lastrear emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (“CRIs”) que serão integralmente subscritos por fundos geridos por parceiro usual da mesma.

Os recursos oriundos dos CRIs, por sua vez, serão usados para pagar o Certificados de Potencial Adicional de Construção (“CEPACs”), adquiridos em leilão realizado pela Prefeitura do Município de São Paulo.

Conforme explicitado no fato relevante, esses CEPACs já possuem destino e serão usados em imóvel que a companhia e permutantes formaram na Avenida Brigadeiro Faria Lima.

Esse imóvel está localizado bem próximo aos prédios onde funcionam os principais agentes do mercado financeiro brasileiro, um dos locais mais concorridos e valorizados de São Paulo, segundo informou a empresa.

Lá, a JHSF erguerá um empreendimento comercial de alto padrão com cerca de 12.800 m² de área comercializável.

Por fim, assim que o alvará de funcionamento para o empreendimento for obtido, os CRIs serão poderão ser resgatados e convertidos em participação no empreendimento, que será desenvolvido e gerido pela própria JHSF3, emissora dos respectivos debêntures simples.

Copel vai distribuir R$ 643 milhões em juros sobre o capital próprio

Companhia Paranaense de Energia – Copel (CPLE3) comunicou ao mercado na véspera (5) que seu Conselho de Administração aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) no montante de R$ 643 milhões.

Conforme publicado, os JCP poderão ser imputados aos dividendos do exercício deste ano, aos acionistas com posição em 23/12/2019.

A partir do dia 26 de dezembro, as ações entraram “ex-juros”.

Na distribuição do valor do provento por ação, o documento prevê que R$ 2,24234788 corresponderá às ações ordinárias; R$ 3,94656966 por ação preferencial classe A e R$ 2,46691920 por ação preferencial classe B.

Segundo a legislação vigente sob a Lei 9.249/25, haverá uma tributação de 15%, exceto para aqueles que se comprovarem isentos.

O crédito será efetuado em conta corrente bancária, mas a data para o pagamento dos juros sobre capital próprio apenas será definida em Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada até o mês de abril do ano que vem.

De acordo com o comunicado, a assembleia também contemplará o Relatório da Administração, o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras; até mesmo a Destinação dos Resultados, referentes ao exercício de 2019, serão analisados na ocasião.


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